O colombiano Fredy Guarín foi a principal contratação do Vasco da Gama em 2019. O ex-volante atuou em 12 jogos no Campeonato Brasileiro daquela temporada, marcou três gols e teve atuações marcantes com a camisa vascaína.
Em entrevista à “Radio Caracol”, o agora aposentado deixou claro seu carinho com o Vasco em meio a um período em que conviveu com uma depressão profunda no Rio de Janeiro, mais precisamente em 2020.
“Foram seis meses que fizeram eu me sentir o homem mais feliz do mundo”, disse Guarín, que tatuou uma cruz de malta após sua passagem pelo Gigante da Colina.
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Mesmo tendo encontra uma equipe em que conseguisse desfrutar do futebol, problemas extracampo, como a separação com sua esposa e o início da pandemia, intensificaram sua depressão e seu vício em álcool. Ele afirma que tentou suicídio enquanto ainda era jogador do Cruz-maltino.
– Eu ia para a favela lá no Brasil, me envolvia com qualquer mulher sem proteção. Me abandonei por completo. Bêbado, eu ia buscar o perigo, a adrenalina, ver armas, o movimento. Não media mais risco de nada. Foram dias pesados, fiquei bêbado por 10 dias completos. Eu desmaiava de cansaço e acordava com uma cerveja do lado”, desabafa o ex-atleta, que completou:
– Eu vivia no andar 17 e me desconectei da vida, de tudo. Minha reação foi pular (da varanda). Mas, por sorte, tinha uma tela de proteção. Eu saltei, e ela me devolveu. Obviamente eu estava inconsciente sobre o que estava acontecendo. Eu sabia que em qualquer porre eu podia morrer. Cheguei a esse ponto, não me importava de me causar danos”, concluiu.
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