As saídas de Pablo Vegetti e Rayan escancaram um problema imediato para o Vasco: a perda de metade dos gols marcados pela equipe em 2025. Ao todo, o Cruzmaltino balançou as redes 94 vezes na temporada passada, e 47 desses gols saíram dos pés da dupla.
Vegetti foi o principal artilheiro do time no ano, com 27 gols, enquanto Rayan terminou a temporada com 20 bolas na rede. Juntos, eles responderam por aproximadamente 50% da produção ofensiva vascaína, número que evidencia o peso das duas saídas para o planejamento de 2026.
Depois da dupla, os jogadores com mais gols pelo Vasco em 2025 foram Philippe Coutinho e Nuno Moreira, ambos com 11 gols, o que reforça a dependência que o time tinha de Vegetti e Rayan para decidir partidas.
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Como as saídas impactam o planejamento ofensivo do Vasco
A negociação de Rayan com o Bournemouth, da Inglaterra, e a saída de Vegetti para o Cerro Porteño, do Paraguai, alteram de forma significativa o desenho ofensivo do Vasco para a temporada. Além do impacto técnico, as baixas exigem uma reformulação no modelo de jogo e na distribuição de responsabilidades dentro do elenco.
Internamente, a venda de Rayan é vista como um marco no atual ciclo do clube. O Vasco tenta se consolidar como um time vendedor, mas sem abrir mão da competitividade. A entrada de recursos financeiros amplia o poder de barganha da diretoria no mercado, ajuda a equacionar pendências e permite planejar contratações mais ousadas dentro da realidade orçamentária.
Apesar disso, Fernando Diniz foi direto ao comentar a dificuldade de reposição:
“Vai ser muito difícil achar outro Rayan. Não vamos ter 35 milhões de euros para pagar outro Rayan, e acho que ele valeria até mais.”
O treinador acredita que o jovem teria espaço para crescer ainda mais no futebol brasileiro, mas entende o movimento do mercado e a necessidade do clube em realizar a venda.

Redistribuição de protagonismo e pressão sobre o elenco
Com a saída de Vegetti e Rayan, o Vasco não perde apenas gols, mas também referências claras dentro de campo. Vegetti era o finalizador central do time, responsável por sustentar o jogo ofensivo em momentos de pressão, enquanto Rayan oferecia profundidade, velocidade e capacidade de desequilíbrio individual. A ausência dessa dupla obriga o elenco a assumir novas responsabilidades coletivas.
Jogadores como Philippe Coutinho e Nuno Moreira, que já tiveram participação relevante em 2025, passam a ser ainda mais cobrados em termos de produção ofensiva. A expectativa interna é que o número de gols seja mais diluído entre os atletas, reduzindo a dependência de um único artilheiro — algo que não aconteceu na temporada passada.
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Quais opções o Vasco tem para suprir a perda de gols
Para tentar minimizar o impacto das saídas, o Vasco já se movimentou no mercado. O clube acertou a contratação de Brenner, que chega para ocupar a função de camisa 9, além do ponta Marino Hinestroza, jogador de velocidade e mobilidade, características valorizadas por Fernando Diniz.
Mesmo assim, a diretoria segue em busca de mais um atacante para o setor ofensivo, especialmente alguém que possa atuar pelos lados do campo e contribuir diretamente com gols e assistências.
No curto prazo, Diniz tem recorrido a soluções internas. Contra o Flamengo, por exemplo, GB foi utilizado na vaga de Rayan. Já no segundo tempo, após a expulsão de Barros, o treinador optou por sacar o atacante e reforçar o meio-campo com o volante Hugo Moura, evidenciando o momento de ajustes e testes no setor ofensivo.
Os próximos meses serão decisivos para entender se o Vasco conseguirá redistribuir os gols dentro do elenco ou se precisará acelerar novas contratações. O desempenho de Brenner, Hinestroza e de outros nomes monitorados pelo clube tende a impactar diretamente os resultados nas competições nacionais e a percepção do torcedor sobre o novo ciclo esportivo do Cruzmaltino.
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