A temperatura subiu consideravelmente em São Januário após o empate sem gols contra o Madureira, mas a diretoria do Vasco da Gama tenta manter a frieza nos bastidores. Apesar do início de temporada irregular e das vaias intensas vindas da arquibancada, o técnico Fernando Diniz está garantido no cargo. Segundo apuração do canal Atenção Vascaínos, a alta cúpula da SAF decidiu bancar a permanência do treinador, mesmo em caso de uma eventual derrota na próxima quinta-feira (5), contra a Chapecoense, pelo Brasileirão.
Bastidores do Vasco: “Cobrança Harmoniosa” e Continuidade
A diretoria adota um discurso de paciência e longo prazo. Internamente, a avaliação é de que o trabalho demanda tempo para maturar, especialmente com as chegadas de novos reforços e a saída de peças importantes.
A cobrança por melhores resultados existe, mas é descrita nos corredores de São Januário como “harmoniosa”, focada em ajustes de rota e não em ruptura ou demissão. O entendimento é que a oscilação é natural no início do estadual e que demitir agora seria reiniciar um ciclo do zero.

O abismo entre o campo e a arquibancada
Se nos gabinetes a palavra é respaldo, nas arquibancadas a tolerância chegou ao fim. O desempenho do time tem sido o principal combustível para a crise. Os números de Diniz nesta passagem atual preocupam: em 48 jogos, o time sofreu 20 derrotas, conquistou 15 vitórias e empatou 13 vezes, resultando em um aproveitamento modesto de 40,2%.
Além da estatística fria, o que irrita o torcedor é a falta de evolução tática. O Vasco de 2026 repete os erros de 2025: posse de bola estéril sem objetividade, dificuldade crônica de furar retrancas e fragilidade defensiva nos contra-ataques. A decisão de escalar força máxima no Estadual e não conseguir se impor contra adversários de menor investimento aumentou o desgaste. Somado a isso, episódios como a bronca pública em Nuno Moreira e declarações polêmicas na imprensa criaram um ambiente de pressão máxima para o próximo jogo.

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