O Vasco da Gama estabeleceu uma barreira financeira intransponível para impedir a saída de um de seus principais titulares. Diante do interesse concreto e recente do Palmeiras na contratação do lateral-direito Paulo Henrique, a diretoria cruzmaltina estipulou o valor de US$ 10 milhões (cerca de R$ 55,3 milhões) para iniciar qualquer tipo de negociação. A informação, segundo apurações recentes, reforça a nova política do clube de não facilitar a vida de rivais nacionais.
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Temporada de afirmação no Vasco e Seleção Brasileira
A pedida alta não é apenas uma estratégia de mercado, mas um reflexo do status técnico alcançado pelo jogador. Paulo Henrique viveu o melhor ano de sua carreira em 2025. Os números comprovam sua importância ofensiva e defensiva: disputou 58 partidas, marcou quatro gols e distribuiu oito assistências.
Esse desempenho consistente chamou a atenção não só dos clubes brasileiros, mas também da comissão técnica da Seleção Brasileira, rendendo ao lateral uma convocação inédita. Esportivamente, o Vasco entende que PH deixou de ser uma aposta para se tornar um pilar de consistência no esquema tático de Fernando Diniz, sendo fundamental na saída de bola e no apoio ao ataque pelo corredor direito.
Postura firme: Titular não sai barato
A estratégia do Vasco é clara: diferenciar quem é negociável de quem é intocável. Enquanto o clube facilitou a saída do jovem Riquelme (vendido ao Panserraikos, da Grécia) por entender que ele não teria espaço, com Paulo Henrique a conversa é outra. A diretoria entende que não pode liberar um titular absoluto para um concorrente direto por títulos (como o Palmeiras) por valores de mercado interno. A mensagem é simples: ou pagam o valor de “Europa”, ou o atleta permanece em São Januário para ser protagonista em 2026.
- 58 Jogos (um dos que mais atuou)
- 4 Gols importantes
- 8 Assistências
- Convocação para a Seleção Brasileira

Intocável no time de Diniz
Como citado, para o técnico Fernando Diniz e para a diretoria, PH é intocável. Ele é um dos poucos jogadores que mantiveram a regularidade em meio à oscilação do time no ano passado. Enquanto o clube facilita a saída de quem não joga (como foi o caso de Riquelme, vendido para a Grécia), os titulares estão blindados.
A torcida pode respirar aliviada: a diretoria está fazendo jogo duro. Paulo Henrique só sai se for por uma venda histórica. Caso contrário, ele continua sendo o nosso camisa 2 e uma das esperanças do time para a temporada.

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