Mesmo pressionado pela torcida após o empate sem gols com o Madureira, em São Januário, o técnico Fernando Diniz segue prestigiado pela diretoria do Vasco. Apesar das vaias e xingamentos vindos das arquibancadas, o clube não trabalha, neste momento, com a possibilidade de troca no comando técnico — mesmo em caso de novos resultados negativos nas próximas rodadas.
O Vasco volta a campo nesta quinta-feira (5), às 20h (de Brasília), contra a Chapecoense, em São Januário, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Um tropeço pode aumentar ainda mais a pressão externa, mas internamente o discurso segue de manutenção do projeto.
De acordo com apuração da Itatiaia, a direção entende que Diniz precisa de tempo para implementar suas ideias, especialmente porque os reforços contratados para a temporada têm aval direto do treinador.
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Reforços têm aval de Diniz e diretoria aposta em evolução
Até o momento, o Vasco anunciou oficialmente quatro reforços em 2026: o zagueiro Alan Saldivia e os atacantes Marino, Rojas e Brenner. Todos foram aprovados por Fernando Diniz antes da contratação.
Além deles, o lateral Cuiabano e o atacante Claudio Spinelli, que estão próximos do anúncio oficial, também contam com o crivo do treinador. Internamente, a diretoria avalia que o elenco ainda está em fase de adaptação e que mudanças bruscas poderiam comprometer o planejamento esportivo da temporada.
Apesar da confiança pública, o momento do time acendeu um sinal de alerta nos bastidores. A direção já cobrou Fernando Diniz por soluções para que a equipe reencontre o bom desempenho. Nos últimos 18 jogos, o Vasco soma apenas quatro vitórias, sendo duas pelo Campeonato Carioca.
Números de Fernando Diniz no Vasco e histórico recente
Desde que assumiu o comando cruzmaltino, Fernando Diniz acumula:
- 48 jogos
- 15 vitórias
- 13 empates
- 20 derrotas
- Aproveitamento de 40,2%
Na temporada passada, o treinador conduziu o Vasco ao vice-campeonato da Copa do Brasil e terminou a Série A na 14ª colocação, resultados que ainda pesam a favor de sua permanência neste momento.
Antes de chegar a São Januário, Diniz teve passagem recente pelo Cruzeiro, onde foi contratado em setembro de 2024 para substituir Fernando Seabra. No comando da Raposa, foram 20 partidas, com quatro vitórias, nove empates e sete derrotas, alcançando 35% de aproveitamento. A pressão aumentou após a derrota na final da Copa Sul-Americana para o Racing e a campanha fora da zona de classificação para a Libertadores no Brasileirão. O empate com o Betim, pelo Campeonato Mineiro, foi o estopim para sua demissão em janeiro de 2025.
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Permanência depende de resposta em campo
Embora a diretoria do Vasco adote cautela e reforce a confiança no trabalho de Fernando Diniz, o ambiente em São Januário é tratado como instável. A avaliação interna é de que o técnico precisa apresentar evolução coletiva e resultados para sustentar a permanência ao longo da temporada.
Por ora, a ordem é dar tempo ao trabalho, especialmente com a chegada e consolidação dos reforços. A resposta em campo, porém, será determinante para definir os próximos capítulos da relação entre Diniz, diretoria e torcida.
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