A verdadeira razão para a saída repentina de Philippe Coutinho do Vasco finalmente veio à tona. Segundo informações reveladas pelo jornalista Jorge Nicola no Canal do Nicola, um grave desentendimento com o técnico Fernando Diniz foi o estopim para a rescisão contratual do meio-campista. O episódio ocorreu nos bastidores do estádio durante o intervalo da partida contra o Volta Redonda, válida pelas quartas de final do Campeonato Carioca. O clima de tensão atingiu o limite e tornou a convivência diária no centro de treinamento totalmente insustentável.
A confusão começou quando o treinador optou por substituir o camisa 10 na virada para o segundo tempo. O jogador acatou a decisão tática sem questionamentos iniciais, mas tomou uma atitude que desagradou profundamente o comandante cruzmaltino. Em vez de retornar ao banco de reservas para apoiar os companheiros no restante do jogo decisivo, o meia decidiu tomar banho e trocar de roupa no vestiário. Essa escolha individual foi interpretada como falta de comprometimento com o grupo que lutava pela classificação no exigente torneio estadual.
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Discussão severa e xingamento no vestiário
A ausência do atleta no banco de suplentes provocou a fúria imediata do treinador vascaíno. O comandante cobrou a presença do astro junto aos demais reservas e a situação escalou rapidamente para um bate-boca acalorado longe dos olhares da torcida e da imprensa. O jornalista detalhou a ofensa disparada durante o choque frontal entre as duas personalidades fortes do departamento de futebol:
“Moleque mimado”.
A ofensa direta quebrou qualquer possibilidade de reconciliação entre o comandante e a principal estrela do atual elenco. No dia seguinte ao confronto pelo torneio carioca, Coutinho entrou em contato com a diretoria e comunicou o seu desejo irrevogável de deixar a instituição. O clima interno estava completamente arruinado e o atleta entendeu que não havia mais espaço para o seu trabalho sob o comando da atual comissão técnica.

Pressão sobre o presidente do Vasco e desfecho
O conflito gerou uma movimentação intensa nos bastidores políticos de São Januário nas horas seguintes. Pessoas próximas ao estafe do armador procuraram o presidente Pedrinho com uma exigência ousada para tentar reverter o quadro adverso. O grupo de representantes tentou convencer o mandatário a demitir o treinador, colocando a permanência do craque como moeda de troca para a mudança no comando da equipe profissional.
O presidente do Vasco não acatou o pedido de demissão e bancou a autoridade do seu técnico diante da crise instaurada. A decisão firme da presidência selou o destino do meio-campista, priorizando a hierarquia e a disciplina do elenco acima do peso do nome do jogador. O clube segue a sua trajetória na competição com o grupo fechado, enquanto o meia avalia o seu futuro no mercado da bola longe do seu time formador.

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