O Vasco decidiu que não vai jogar a toalha por Renato Gaúcho tão cedo. Nesta última segunda-feira, o experiente treinador recusou duas propostas oficiais enviadas pela diretoria cruz-maltina. O entrave, no entanto, não é o projeto esportivo, que já foi aprovado pelo profissional, mas sim uma divergência em relação aos valores salariais oferecidos para assumir a equipe nesta temporada.
A diferença entre o que o Vasco ofereceu e o que Renato Gaúcho pede gira em torno de 10% a 20%. O treinador se mostra irredutível nas negociações e exige receber vencimentos muito próximos aos que ganhava em seu último trabalho no Fluminense, clube do qual se demitiu em setembro do ano passado após forte pressão externa.
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Custo-benefício e a urgência do calendário
Apesar da diretoria vascaína não estar totalmente convencida a pagar a quantia exigida, o entendimento interno é de que o custo-benefício de Renato Gaúcho ainda é superior ao de outros profissionais acessíveis no mercado. O clube entende que economizar no salário do treinador agora pode custar muito mais caro no futuro, especialmente na luta contra o rebaixamento.
Outro fator que pesa a favor de um aumento na oferta é o calendário. O Vasco só volta a campo no dia 12 de março contra o Palmeiras, e a diretoria quer aproveitar essa rara janela livre de treinamentos. A pressão para ter um técnico definitivo trabalhando imediatamente pode forçar o clube a ceder às exigências financeiras.

Gestão de vestiário é o grande trunfo
A insistência por Renato Gaúcho se intensificou após a eliminação no Campeonato Carioca para o Fluminense e a constatação de que seria quase impossível tirar Artur Jorge do Al-Rayyan. A aprovação do nome de Renato nos bastidores ocorre porque ele cumpre o principal requisito da SAF: é um técnico conhecido por ser excelente gestor de vestiário.
O departamento de futebol do Vasco avalia que o elenco tem qualidade, mas está performando muito abaixo do esperado após a saída de Fernando Diniz. Com o time amargando a lanterna do Brasileirão com apenas um ponto em quatro rodadas, a chegada de um profissional capaz de resgatar a confiança dos atletas no curto prazo tornou-se uma questão de sobrevivência.

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