O gosto agridoce de um empate no apagar das luzes ditou o tom da coletiva cruzmaltina na capital mineira. O técnico Renato Gaúcho destrinchou a igualdade do Vasco por 3 a 3 contra o Cruzeiro, em jogo realizado neste domingo (15) no gramado do Mineirão, pela sexta rodada do Brasileirão.
O comandante abordou a polêmica expulsão do volante Cauan Barros, autor de dois gols na partida. O treinador relatou a conversa de bastidores e fez sua avaliação sincera da jogada:
“Eu vi o lance da expulsão contra o Flamengo também. Hoje ele fez dois gols, nos ajudou bastante. É um garoto, comete erros que são normais. A expulsão foi justa, mas não teve a intenção. Só que o pé entrou demais.”
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Revolta de diretoria e visão de técnico
O clima esquentou nos bastidores com o forte pronunciamento do diretor de futebol Admar Lopes. O dirigente do Vasco criticou a atuação do árbitro Lucas Paulo Torezin, do Paraná, e disparou contra os erros cruciais:
“Venho em nome do Vasco falar que a atuação do senhor Lucas Torezin foi completamente inaceitável. Não é a primeira vez que ele nos apita sobretudo nos jogos fora de casa com a tendência de ser caseiro. Um lance claro para expulsão em cima do Tchê Tchê, que nem sequer foi ao ar. Tem dois pênalti sobre Robert Renan e Andrés Gómez. Não sei o que ele viu, mas foi completamente vergonhoso.”
A postura institucional caminhou na contramão da análise técnica no vestiário. O chefe da prancheta poupou o juiz e fez apenas uma ressalva direta sobre os acréscimos exagerados:
“Não costumo falar de arbitragem. Acho que ele foi bem no jogo. Só não entendi a quantidade de minutos nos acréscimos, ele deu dez minutos. Não teve nada que prejudicasse o Vasco.”

Linha de cinco e conversa decisiva no Vasco
O treinador revelou a dura cobrança no intervalo que gerou a virada temporária com os gols de Cauan Barros e do centroavante Brenner. O líder do elenco explicou a exigência por mudança de atitude:
“Nós tínhamos que jogar. Estávamos marcando, mas com a bola não estávamos jogando. Falei que precisava ter coragem, os companheiros aparecerem e pisar na área.”
O profissional também defendeu o forte recuo tático na reta final antes de focar no clássico diante do Fluminense. O técnico detalhou o motivo da retranca na defesa cruzmaltina:
“Não acho que foi precipitada. O Gómez tinha amarelo, qualquer falta seria expulso. Tirei o Nuno, que estava desgastado. Com um a menos não adianta se expor. Fiz uma linha de cinco lá atrás.”
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