O presidente Pedrinho revelou que as negociações para a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama entraram em uma fase decisiva e de avanços consideráveis nos bastidores. O principal nome nas tratativas é o investidor Marcos Faria Lamacchia, filho de José Faria Lamacchia, proprietário da empresa Crefisa, e enteado da dirigente Leila Pereira. As informações detalhadas sobre as conversas com os novos interessados foram publicadas inicialmente pelo portal ge.
A diretoria cruz-maltina adota uma postura de extrema cautela para estruturar o novo contrato, utilizando os erros graves cometidos na parceria anterior com a 777 Partners como um grande aprendizado na busca por estabilidade institucional. O mandatário do clube carioca explicou o atual estágio do negócio:
“A gente está em uma etapa muito importante. Não posso dar data, não posso dar nome, mas está em um caminho interessante, e eu preciso de toda a cautela para estruturar o contrato, vocês tem um exemplo claro o que foi com o antigo sócio. Até por isso, teve uma busca por um investidor sério, de credibilidade, de conhecimento de todos, para que o Vasco se torne um clube estruturado pelo resto da sua vida”.
Detalhes da mesa de negociação e a divisão acionária
As conversas entre os representantes do Vasco e a equipe do investidor avançaram nas últimas semanas, abordando temas complexos e fundamentais para a saúde financeira da instituição. A pauta de discussões inclui o plano de pagamento da recuperação judicial, a composição da dívida tributária que não integra o acordo principal e o tamanho do investimento destinado à competitividade do elenco. O advogado André Sica, profissional com vasta experiência em outras transações pelo Brasil, lidera as negociações representando os interesses da família Lamacchia.
A formatação da venda esbarra na atual divisão do controle acionário do departamento de futebol vascaíno, que exige resoluções jurídicas para a conclusão do repasse de 90% das ações para a iniciativa privada. O cenário de momento aponta que 30% do controle pertence ao clube associativo, enquanto 31% segue sob a posse da antiga parceira norte-americana, atual A-CAP. O percentual de 39% das ações permanece sob o poder do Gigante da Colina por determinação da Justiça, mas o montante ainda é alvo de discussão na câmara de arbitragem e necessita de uma decisão final para ser comercializado.

Cautela com prazos e ano eleitoral do Vasco
A expectativa em torno do fechamento do acordo ainda no decorrer de 2026 movimenta os bastidores de São Januário, com alas mais otimistas acreditando em um desfecho positivo em questão de poucas semanas. O presidente optou por evitar a definição de um prazo exato para a assinatura da papelada, destacando a importância de fortalecer a estrutura da equipe:
“Quando se fala em SAF, se fala obviamente em uma transição de associação para clube empresa, as pessoas pegam um modelo de um clube que foi vitorioso de forma imediata, e de repente isso não é o ideal para uma estabilidade do clube. A gente não quer que o Vasco seja conhecido como um clube que não paga salário. Na minha gestão isso nunca aconteceu, e não vai acontecer. Consequentemente, fortalecendo os setores estruturais, contratações, investimentos, é um passo importante que o Vasco está próximo de dar, mas não tem como cravar pra não criar nenhum tipo de expectativa. Eu não quero dar data, mas espero que sim.“
A intensa movimentação no mercado de ações coincide com o último ano do mandato presidencial da atual gestão, gerando diversos questionamentos internos sobre uma possível tentativa de reeleição. O dirigente preferiu despistar sobre o tema para evitar turbulências políticas que afetem o ambiente do grupo profissional:
“Com relação a minha candidatura, eu não vou falar agora sobre isso. Ano de eleição sempre é muito complicado em São Januário de se viver. Por isso que eu nem toco muito no assunto para não levar isso para o estádio. Me incomoda muito, hoje eu sendo situação, e nunca fui oposição para ficar claro, apoiei outro candidato mas nunca fiz oposição, é uma palavra que para mim teria que mudar. É um ano complicado, tenho que ter muito cuidado porque eu não sei quantos infiltrados podem ter ali numa arquibancada para inflamar de forma negativa.”
+ Siga as redes sociais do Papo na Colina: Thread, Bluesky, Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, Tiktok e Google News.




