O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, se tornou alvo de uma denúncia formal no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) neste último domingo (29). O mandatário cruz-maltino responderá pelas fortes reclamações e cobranças direcionadas ao árbitro Lucas Paulo Torezin logo após o apito final do conturbado empate contra o Cruzeiro, duelo válido pelo Campeonato Brasileiro e disputado no último dia 15 de março (15).
A Procuradoria do tribunal esportivo avaliou as atitudes do dirigente nos bastidores do estádio e definiu o seu comportamento como “extremamente reprovável”, embora ainda não tenha definido uma data oficial para a realização do julgamento.
A fúria do presidente e as palavras na súmula
A grande confusão teve início durante os intensos minutos de acréscimos da segunda etapa, quando o Vasco, com um jogador a menos em campo, tentou amarrar o jogo. O clima esquentou de vez no túnel de acesso aos vestiários do Mineirão, local onde Pedrinho foi tirar imensas satisfações com o juiz da partida, reclamando veementemente da não marcação de dois possíveis pênaltis a favor da equipe carioca. Durante o tumulto na zona mista, a segurança precisou intervir e um dos policiais utilizou gás de pimenta para dispersar a aglomeração, atitude que gerou ainda mais revolta no mandatário e chegou a afetar os jornalistas presentes no local.
O documento oficial da denúncia transcreveu exatamente as duras palavras proferidas pelo ídolo vascaíno contra o dono do apito:
“Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar, você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa, foi assim ano passado com o Palmeiras, na casa deles. Lá você prejudicou a gente e hoje aqui de novo, com os pênaltis que você deixou de marcar e com esses acréscimos. Você é arrogante, prepotente e soberbo. Sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda”.
Mais denunciados no departamento de futebol do Vasco
A dor de cabeça jurídica do Gigante da Colina não se resume apenas à figura do seu presidente institucional. O documento do STJD também citou formalmente outros três membros do departamento de futebol vascaíno que se envolveram em polêmicas durante os 90 minutos de bola rolando.
O volante Cauan Barros, que acabou expulso de campo, foi enquadrado no rigoroso artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata especificamente de jogada violenta.
Além do atleta profissional, a comissão técnica também sofreu baixas na súmula. O fisioterapeuta Aldo Mattos foi denunciado por “conduta contrária à disciplina desportiva” após arremessar propositalmente uma bola para dentro do gramado com a clara intenção de atrapalhar e atrasar o andamento da partida nos minutos finais.
Para completar a extensa lista do tribunal, o gerente de futebol Clauber Rocha também responderá por ter invadido o campo de jogo após o apito final para protestar agressivamente contra as decisões da equipe de arbitragem.

+ Siga as redes sociais do Papo na Colina: Thread, Bluesky, Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, Tiktok e Google News.






