O Vasco convive com números alarmantes em seu sistema defensivo neste primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Após a derrota por 4 a 1 para o Internacional, o clube atingiu a marca de 25 gols sofridos em apenas 16 jogos disputados na competição nacional. O desempenho coloca a equipe comandada por Renato Gaúcho em um patamar estatístico similar ao de clubes que ocupam a zona de rebaixamento, como a Chapecoense, que sofreu 30 gols, e o Remo, vazado 27 vezes na atual temporada.
A média de 1,5 gol sofrido por partida liga o sinal de alerta na diretoria para a próxima janela de transferências. O Vasco demonstrou fragilidade ao ser vazado em 15 das 16 rodadas realizadas até agora, conseguindo manter a meta invicta apenas na vitória por 1 a 0 contra o Athletico-PR. Os erros individuais recentes de jogadores como Carlos Cuesta, que falhou e foi expulso em Porto Alegre, e Alan Saldivia, que caiu de rendimento técnico, reforçam a urgência por mudanças estruturais no setor.
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Diretoria do Vasco mapeia zagueiro com vigor físico
Internamente, a cúpula do futebol identifica que as peças atuais possuem características muito semelhantes, priorizando a saída de bola em detrimento do combate físico. O Vasco busca agora um defensor destro que tenha como principais atributos o jogo aéreo dominante e a capacidade de rebatidas, perfil considerado escasso no grupo atual. O desejo de reforçar essa lacuna já existia na janela anterior, mas a insistência do ex-técnico Fernando Diniz na contratação de Saldivia alterou os planos da diretoria na ocasião.
A avaliação técnica aponta que o investimento de R$ 100 milhões realizado no início do ano ainda não trouxe a segurança necessária para a última linha defensiva. Por conta disso, o Vasco evita pressa excessiva e busca um “tiro certo” no mercado internacional para não comprometer ainda mais o orçamento. Nomes já foram mapeados pelo departamento de inteligência, mas a prioridade total é encontrar um perfil que entregue rebatidas e proteção na área, equilibrando as valências técnicas dos defensores disponíveis.
Comparação com times do rebaixamento gera cobrança interna
A proximidade estatística com Corinthians e Mirassol, que sofreram 18 e 23 gols respectivamente, incomoda os gestores que planejavam uma campanha mais estável defensivamente. O Vasco entende que a correção do posicionamento e a chegada de um xerife para a zaga são medidas vitais para evitar que o time permaneça na zona intermediária da tabela. O técnico Renato Gaúcho tem cobrado mais atenção nas bolas paradas e nos duelos individuais, pontos onde o setor tem falhado sistematicamente nos últimos compromissos.
O cenário atual obriga a equipe a buscar soluções imediatas dentro do próprio elenco enquanto a janela de julho não abre oficialmente. O Vasco precisa diminuir drasticamente o número de finalizações sofridas por jogo para subir na classificação e se distanciar da média de gols das equipes do Z4. A pressão por resultados passa diretamente pela melhora da eficiência nos desarmes e pela redução das falhas individuais que custaram pontos preciosos em confrontos diretos realizados fora de casa.

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