A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, deixará o comando do clube paulista em dezembro de 2027 e já projeta a compra de uma SAF para seguir atuando diretamente no futebol brasileiro. De acordo com o jornalista Cosme Rímoli em seu blog no portal R7 nesta terça-feira (02), a bilionária revelou ter cansaço da estrutura burocrática dos modelos associativos tradicionais e deseja assumir o controle integral de uma empresa esportiva. Diante desse cenário de transição, a alta cúpula diretiva do Vasco manifestou enorme interesse de bastidores em contar com a empresária no comando do futebol cruz-maltino no futuro.
Aliados políticos da dirigente trabalhavam desde o ano de 2025 nos bastidores para tentar modificar o estatuto do clube paulista, buscando aprovar o direito a duas reeleições consecutivas para oferecer nove anos de poder à mandatária. Embora possua ampla maioria de votos no Conselho Deliberativo, no Conselho de Orientação Fiscal e entre o quadro de sócios para estender o mandato até 2030, a empresária recusou a possibilidade de alteração das regras estatutárias. Em entrevista concedida ao POD_i, a gestora declarou:
“Acho que meu ciclo vai terminar no Palmeiras em dezembro de 2027. Quem está no futebol não aguenta sair. Eu não vou sair. Quero terminar meu mandato, continuar colaborando, e a vida vai me apresentar algo bacana”.
Relação estreita com o presidente do Vasco
O interesse do Vasco na contratação corporativa da empresária ampara-se na forte ligação pessoal construída nos bastidores do mercado da bola. O presidente Pedrinho, ex-jogador do clube paulista, mantém um excelente relacionamento de longa data com a mandatária, com o marido José Roberto Lamachia e, principalmente, com o empresário Marcos Faria Lamacchia. O mandatário vascaíno vem conversando há tempos com o enteado da dirigente para estruturar a transação que visa repassar o controle acionário do futebol para o grupo da família.
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Até o encerramento definitivo de seu vínculo político na equipe paulista em dezembro de 2027, a dirigente está legalmente impedida de participar de qualquer ato administrativo ou transação financeira envolvendo a agremiação carioca. Contudo, a partir do dia 1º de janeiro de 2028, a bilionária estará livre no mercado esportivo para assumir o comando de uma empresa de futebol sem prestar satisfações a conselheiros.
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Reunião emergencial e transação bilionária
A aproximação com a família ocorre em um momento de cobranças intensas nos camarotes da Colina Histórica devido aos resultados ruins no Campeonato Brasileiro. O investidor interessado solicitou reuniões urgentes com toda a diretoria do Vasco para acelerar os trâmites contratuais de R$ 2 bilhões por 90% das ações, temendo que a crise esportiva aumente o risco de um novo rebaixamento. O time de Renato Gaúcho amarga a 17ª posição na tabela com 20 pontos, forçando o grupo a passar as férias da Copa do Mundo inserido no Z4 do torneio.
A pressa nos escritórios visa dar suporte financeiro para o departamento de futebol buscar reforços pontuais na janela de transferências do mês de julho e quitar as primeiras parcelas da Recuperação Judicial. Paralelamente, o clube tenta obter certidões negativas com a Fazenda Nacional para se blindar das investidas judiciais da 777 Carioca.
Nos gramados, a comissão técnica foca na recuperação física do centroavante Brenner e projeta a logística dos playoffs da Copa Sul-Americana contra o Independiente Medellín, sabendo que o vencedor pegará o Olimpia nas oitavas e poderá encarar o River Plate nas quartas.

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