A negociação para a venda da SAF do Vasco para o empresário Marcos Lamacchia entrou em estágio de compasso de espera pela autorização da Justiça do Rio de Janeiro. O investidor, que marcou presença no último domingo com a camisa cruz-maltina no Allianz Parque, reiterou que todas as bases estão alinhadas e aguarda apenas o despacho da magistrada para iniciar a disputa formal:
“A gente está esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco. Por enquanto é isso que eu posso dizer.”
O principal entrave no momento é a autorização da juíza titular Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Nos bastidores de São Januário, dirigentes e representantes do investidor demonstram perplexidade com a demora para a publicação do edital, uma vez que o clube já protocolou múltiplos pedidos formais para a abertura do certame.
Para fundamentar a decisão, a magistrada havia condicionado o avanço aos pareceres do Ministério Público (MPRJ), da Administração Judicial (AJ) e do gatekeeper — função de fiscalização ocupada pelo ex-procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem. Tanto o Ministério Público quanto a Administração Judicial já emitiram posicionamentos formais favoráveis, restando apenas a manifestação final do fiscalizador para que o processo seja destravado.
📲 Receba as notícias do Vasco direto no WhatsApp! Entre no canal do Papo na Colina
+ Bolada na mesa: Lamacchia planeja adiantar até R$ 75 milhões na RJ do Vasco; veja valores
Como funcionará a disputa pela SAF do Vasco
O projeto de aquisição encabeçado pela Almirante Participações, empresa gerida por Marcos Lamacchia, servirá como a proposta vinculante de referência mínima no processo competitivo da UPI Equity. As regras do rito preveem:
- Abertura do leilão: Outros interessados e fundos internacionais poderão apresentar ofertas superiores no certame;
- Direito de preferência (matching rights): Caso surja uma proposta de valor maior, Lamacchia terá a prerrogativa contratual de igualar a maior cifra;
- Declaração de vencedor: Sem lances superiores de terceiros, a proposta da Almirante Participações será homologada judicialmente como vencedora;
- Rito institucional cruz-maltino: Após a definição na esfera jurídica, a venda será submetida às instâncias internas do clube associativo, passando pela votação do Conselho Deliberativo e pela chancela soberana dos sócios na Assembleia Geral.
Venda definitiva encerra busca por empréstimos no Vasco
A cúpula vascaína defende que a rápida conclusão da venda da SAF é o único caminho sustentável para estancar a crise crônica de caixa. A diretoria sustenta que, com a entrada definitiva dos recursos de investimento, o clube ganharia liquidez imediata, acabando com a dependência de operações de crédito intermediárias como o financiamento DIP e assegurando a pontualidade dos compromissos da Recuperação Judicial.

+ Siga as redes sociais do Papo na Colina: Thread, Bluesky, Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, Tiktok e Google News.






