O Vasco não desistiu do Maracanã. Na tarde desta sexta-feira (9), o clube entrou com um novo recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para tentar mandar no estádio o jogo de volta contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, marcado para 20 de outubro.
O pedido foi feito com urgência, porque o prazo da Conmebol para o Vasco anunciar o estádio termina neste sábado (10).
O que o Vasco pediu à Justiça
O clube apresentou um agravo interno contra a decisão da última terça-feira (6), quando o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ, negou o pedido vascaíno de forma individual.
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Na prática, o Vasco quer que o caso deixe de ser decidido por um único magistrado e passe a ser analisado por um colegiado.
Como funciona o agravo interno
Com o recurso, o caso será julgado por três ou cinco desembargadores da 23ª Câmara de Direito Privado. A tendência é que o Vasco comece com um voto contrário, o do próprio relator, que já havia negado o pedido. Mas o magistrado pode mudar de entendimento, e os outros integrantes da Câmara podem votar de forma diferente.
Os argumentos do Vasco
No recurso, o Vasco destacou dois apoios importantes:
1. Ministério Público: o MP recomendou formalmente à Fla-Flu Serviços, concessionária do Maracanã, a liberação do estádio para o jogo. O órgão também cobrou critérios iguais para Vasco, Flamengo e Fluminense e levou o caso ao Governo do Estado, apontando possível descumprimento do contrato de concessão.
2. Bepe: o Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios, da Polícia Militar, também apoia a realização da partida no Maracanã, por questões de segurança.
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Por que o Vasco perdeu até agora
Nas decisões anteriores, a Justiça entendeu que há divergência entre os laudos técnicos sobre o gramado do Maracanã. A Fla-Flu afirma que o estádio precisa de intervalo mínimo de 72 horas entre jogos, e o relator citou a “acentuada complexidade” do caso, envolvendo gramado, calendário e condições operacionais.
O Vasco, por outro lado, aponta que o Maracanã recebeu em 2026 vários jogos com intervalo menor, inclusive de Flamengo e Fluminense.
O prazo e as alternativas
O tempo é o maior adversário do Vasco. Se não houver decisão favorável até sábado, o clube terá de indicar outro estádio no Rio. A opção de jogar fora da cidade já não existe, porque esse prazo terminou na segunda-feira (5).
A principal alternativa é o Nilton Santos, defendido pelo consórcio, mas o presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, disse que não foi procurado e não garantiu a cessão do estádio. São Januário está fora, por não ter a capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida nas semifinais.
Sábado agitado em São Januário
O prazo termina no mesmo dia em que o Vasco recebe o Remo, às 18h, em São Januário, pelo Brasileirão. Na terça-feira (13), o time encara o Boca na Bombonera, no jogo de ida.
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