A novela envolvendo a venda da SAF do Vasco da Gama está longe de ser um conto de fadas burocrático. Nos bastidores, o clima é de guerra estratégica. Enquanto as tratativas com o grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia seguem em curso sem um desfecho formal, a seguradora A-CAP — atual detentora das ações — resolveu endurecer o jogo.
Segundo informações do perfil Podcast Cruzmaltino, a empresa americana adotou uma “postura dura” na negociação, analisando múltiplos cenários para maximizar o retorno financeiro sobre os ativos herdados, sem definir exclusividade para ninguém neste momento.
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A “arma” do Vasco: O Dossiê contra a 777
Diante da rigidez da A-CAP, o Vasco e seus parceiros (grupo Lamacchia) decidiram elevar o nível de pressão. A negociação deixou de ocorrer em ambiente neutro e passou para o ataque com a organização de um dossiê robusto sobre a atuação da antiga controladora, a 777 Partners.
Este material reúne provas e indícios contundentes de má gestão, descumprimento de compromissos financeiros, práticas temerárias e impactos diretos na governança da Vasco da Gama SAF durante o período anterior. O objetivo não é apenas apontar culpados pelo passado, mas usar isso como alavanca no presente.
Estratégia jurídica do Vasco
A leitura dos bastidores é clara: enfraquecer juridicamente a origem das ações que hoje estão nas mãos da A-CAP. Ao expor a fragilidade e os erros da 777, o Vasco busca reduzir o “poder de barganha” da seguradora que herdou esse passivo tóxico.
A intenção é pressionar por uma solução negociada, encurtando o caminho para a recompra das ações e o fim do litígio, em vez de transformar o processo em um leilão interminável. Para o Vasco, o foco é encerrar o imbróglio jurídico com viabilidade e estabilidade futura, e o dossiê funciona como a ferramenta para fazer a A-CAP ceder em suas exigências elevadas.

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