A complexa engenharia financeira para a venda da SAF cruzmaltina ganhou novos e decisivos capítulos nos bastidores institucionais. O advogado José Humberto, especialista em Direito Empresarial, detalhou o andamento das intensas negociações entre o Vasco e o investidor Marcos Lamacchia.
O grande objetivo do futuro comprador é adquirir 90% das ações da empresa, mas a transação bilionária esbarra em pesados obstáculos burocráticos que exigem muita cautela. O especialista avaliou o cenário atual e a pressa diretiva:
“O acordo tá avançando mas ainda tem que superar barreiras importantes.”
Pilares para acordo e passivo bilionário
O primeiro grande entrave envolve a obrigatoriedade absoluta de assumir a dívida total da agremiação, avaliada em mais de R$ 1 bilhão. O acordo desenhado exige a quitação integral dos valores presentes na Recuperação Judicial e também dos débitos tributários milionários cobrados ativamente pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
O segundo ponto inegociável é a garantia registrada em contrato para a formação de um elenco forte e vitorioso. O jurista explicou a exigência diretiva na mesa:
“O Vasco quer garantias de que terá investimento no elenco numa folha salarial competitiva.”
O terceiro pilar impõe a modernização imediata de toda a infraestrutura esportiva, focando intensamente no centro de treinamento e nas divisões de base.
Para atingir os sonhados 90% exigidos por Marcos Lamacchia, o Vasco precisará resolver urgentemente a conturbada arbitragem contra a antiga parceira 777 Partners, que ainda detém 31% dos valiosos ativos, agora sob o comando da seguradora A-Cap.
Além disso, a gestão terá que aprovar politicamente a cessão de mais ações do clube associativo, que possui 30% do controle, através de votações rigorosas no conselho interno.

Conflito familiar e fair play
O negócio enfrenta ainda a dura barreira do fair play financeiro devido ao parentesco do investidor com Leila Pereira, a atual mandatária do rival Palmeiras. O departamento jurídico estuda mecanismos rápidos e seguros, como a limitação de poder de veto administrativo, para evitar o conflito de interesses na liga nacional.
Apesar das enormes dificuldades inerentes a processos de fusões e aquisições empresariais, o bom trânsito do presidente Pedrinho com a família compradora sustenta a forte expectativa de um desfecho extremamente positivo para a torcida nas próximas semanas.
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