A bola aérea tem sido o principal ponto fraco do Vasco neste início de temporada. Dos sete gols sofridos em 2026, quatro nasceram em jogadas de cruzamento ou bola parada, o que representa 57% dos tentos sofridos. O dado acende um alerta no sistema defensivo e aumenta a preocupação da comissão técnica.
Na derrota para o Bahia por 1 a 0, em São Januário, o roteiro se repetiu. Após cobrança de escanteio de Everton Ribeiro, a bola foi recuada para Luciano Juba finalizar com precisão e garantir a vitória adversária. A jogada evidenciou novamente dificuldades de posicionamento e cobertura na marcação defensiva.
Após a partida, o técnico Fernando Diniz comentou o lance e reconheceu o problema:
— Quando tomamos gol de bola aérea não foi falha do Cuesta ou do Saldívia, geralmente alguém falha na marcação individual e hoje foi uma falha de posicionamento. Ficou um vazio ali, eles atraíram a gente para dentro da pequena área e a gente foi. Eles fizeram uma jogada pra trás, tinha que ter pelo menos um jogador ali naquela posição onde a bola entrou. Foi uma jogada parecida com a que fizemos contra o Corinthians, que o Thiago Mendes quase fez o gol de cabeça, mas a diferença é que o Juba foi com o pé. A gente tem procurado trabalhar o máximo para evitar esses gols de bola aérea e de bola parada.
Ao analisar os lances, a explicação do treinador encontra respaldo: houve gol contra, erro de posicionamento e falhas na tomada de decisão — fatores que se repetem nos jogos do Cruz-Maltino.

Veja os gols sofridos pelo Vasco em jogadas aéreas em 2026
Contra o Mirassol, após o Vasco abrir o placar com Philippe Coutinho, o empate adversário saiu em lance pela direita. A bola foi levantada na área, Renato Marques escorou para o meio da pequena área e Cuesta, ao tentar cortar, marcou contra a própria meta.
Diante do Flamengo, o gol da derrota por 1 a 0 também teve origem em levantamento na área. Após cruzamento, houve corte parcial de cabeça, e a bola sobrou para Carrascal finalizar de primeira, sem chances para o goleiro.
Já contra o Maricá, pelo Campeonato Carioca, o Vasco sofreu seu primeiro gol de escanteio na temporada. Marcelo subiu livre próximo à marca do pênalti para cabecear e marcar. No lance, a marcação estava desorganizada, com falha clara de acompanhamento.
Os números mostram que o problema não se resume a um único atleta ou a uma jogada isolada, mas sim a um padrão defensivo que precisa de ajustes urgentes.
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Próximo jogo do Vasco
O Vasco volta a campo no sábado (14), às 21h30, para enfrentar o Volta Redonda, em duelo decisivo pelas quartas de final do Campeonato Carioca. A expectativa é de que a equipe apresente evolução defensiva, especialmente nas bolas paradas, fundamento que tem custado caro neste início de 2026.
Com a sequência de jogos importantes, corrigir o “calcanhar de Aquiles” defensivo será fundamental para evitar novos tropeços e recuperar a confiança da torcida.
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