A permanência de Fernando Diniz no comando do Vasco está longe de ser uma decisão simples nos bastidores de São Januário. Apesar da pressão da torcida pelos resultados recentes, a diretoria trata o tema com cautela e entende que uma eventual demissão envolveria impactos diretos no planejamento esportivo do clube.
De acordo com informações do jornalista Rodrigo Silvério, o treinador participa ativamente das ações de mercado desde o ano passado, e todo o projeto para a temporada 2026 foi estruturado com base em sua permanência no cargo.
O entendimento interno é de que uma troca neste momento poderia gerar ruptura no planejamento e transmitir ao elenco uma sensação de descontinuidade.
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Planejamento do Vasco foi estruturado com participação direta de Diniz
A saída de Rayan deixou uma lacuna importante no setor ofensivo. Para suprir essa ausência, o Vasco foi ao mercado e contratou Spinelli, Marino e Brenner — sendo dois deles com participação direta de Diniz nas negociações.
A reformulação ofensiva, após a saída dos principais goleadores, é vista como um processo ainda em andamento dentro do clube. Por isso, a diretoria considera que o trabalho precisa de tempo para maturação.
Internamente, há o entendimento de que uma eventual demissão neste momento poderia até agradar parte da torcida no curto prazo, mas criaria questionamentos sobre a convicção da diretoria no projeto esportivo apresentado ao elenco.
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Diniz não está ameaçado, mas pressão por resultados aumenta
Neste momento, Fernando Diniz não é considerado ameaçado no cargo. No entanto, existe o reconhecimento de que os resultados precisam aparecer rapidamente para aliviar o ambiente.
Para que um cenário de demissão ganhe força, seria necessária uma sequência mais longa de resultados negativos. Caso contrário, o entendimento é de que a manutenção do treinador faz parte da estratégia de continuidade adotada pela diretoria.
A pressão externa cresce, mas internamente o discurso ainda é de respaldo — pelo menos por ora.
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