O ciclo de Philippe Coutinho no Vasco da Gama está, agora publicamente, encerrado. A confirmação veio através de uma carta aberta publicada pelo próprio jogador em suas redes sociais nesta quarta-feira (18). No texto, carregado de desabafos, o meia quebra o silêncio sobre sua saída repentina, citando um esgotamento psicológico como a razão principal para o rompimento do vínculo. “A verdade é que estou muito cansado mentalmente”, escreveu o atleta, colocando um ponto final nas especulações.
Coutinho detalhou o momento exato em que decidiu deixar o clube: o intervalo da partida contra o Volta Redonda, no último sábado. Segundo ele, o “gatilho” ocorreu na ida para o vestiário, quando percebeu que seu tempo em São Januário havia acabado.
“Naquele momento… eu não voltei para priorizar minha saúde mental”, explicou.
A declaração justifica sua ausência no banco de reservas durante o segundo tempo, atitude que havia gerado ruído nos bastidores.
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O silêncio institucional do Vasco
Enquanto o jogador se despede da torcida, o Vasco adota uma postura de silêncio protocolar. Até o momento, o clube não emitiu nota oficial confirmando a saída ou agradecendo aos serviços prestados. A estratégia da diretoria é puramente jurídica: o Cruz-Maltino só vai se manifestar publicamente sobre o caso quando todos os trâmites burocráticos da rescisão estiverem devidamente assinados e formalizados.
A decisão visa respeitar rigorosamente o papel de empregador e evitar qualquer passivo trabalhista ou anúncio precipitado antes da conclusão legal do distrato. Internamente, o departamento jurídico trabalha para finalizar a documentação o mais rápido possível, oficializando o “passo para trás” citado pelo jogador.
Coutinho mantém defesa de caráter e legado
Em sua carta, Coutinho também fez questão de defender sua conduta profissional, rebatendo críticas de que teria desrespeitado o elenco.
“Ser julgado por inúmeras pessoas por algo que não faz parte do meu caráter é difícil demais”, desabafou.
Ele encerra sua passagem afirmando que levará o Gigante da Colina “no peito, na história e na vida”, mas reconhecendo que, para o bem de sua saúde, o ciclo precisava ser interrompido imediatamente.

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