O sonho da reforma de São Januário continua vivo no coração da Família Vascaína, mas a realidade financeira e burocrática impôs novos obstáculos ao projeto. Um mês após o fim do prazo estipulado para a SOD Capital exercer a opção de compra do potencial construtivo, o Vasco da Gama ainda aguarda o desfecho da negociação para dar o pontapé inicial nas obras. O cenário atual é de espera e de reajuste de valores: o orçamento para a revitalização sustentável do estádio saltou de R$ 500 milhões para uma nova estimativa de R$ 800 milhões.
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Por que a venda travou?
O clube havia estendido o prazo para a conclusão da venda para a SOD Capital até o dia 12 de dezembro, mas a assinatura não aconteceu. A justificativa para o atraso reside na complexidade do mercado imobiliário. A gestora de investimentos pretende utilizar o potencial construtivo adquirido do Vasco em um terreno na Barra da Tijuca, mas a compra definitiva desse local ainda não foi concluída.
Apesar do “imbróglio”, a diretoria cruzmaltina mantém a preferência pela empresa, entendendo que esses trâmites envolvem múltiplas camadas de risco e interesses. Enquanto a SOD não fecha a compra do terreno na Barra, o dinheiro da reforma não entra em São Januário.
Inflação e Naming Rights
O aumento expressivo no orçamento, que agora gira em torno de R$ 800 milhões, deve-se à correção dos valores da construção civil nos últimos anos, visto que o projeto original já tem bastante tempo. Para cobrir esse rombo e complementar a verba do potencial construtivo (que seria superior a R$ 500 milhões), o Vasco aposta fichas pesadas na venda dos naming rights do estádio.
Diante desse quadro, o clube não trabalha mais com uma previsão exata para o início das intervenções. A diretoria já trata como “improvável” que as obras comecem ainda no primeiro semestre de 2026, frustrando a expectativa de quem esperava ver máquinas na pista em breve.
| Item | Projeto Inicial (Estimativa Antiga) | Cenário Atual (2026) | Motivo da Mudança |
| Custo Total | R$ 500 milhões | R$ 800 milhões | Correção monetária e aumento de insumos da construção civil ao longo dos anos. |
| Capacidade | ~47.000 lugares | ~45.000 a 46.000 lugares | Ajustes finos no projeto executivo para otimizar conforto e viabilidade. |
| Início das Obras | Dezembro de 2024 / Início de 2025 | Improvável no 1º semestre de 2026 | Atraso na venda do potencial construtivo e trâmites imobiliários. |
| Financiamento | Venda do Potencial Construtivo (100%) | Potencial Construtivo + Naming Rights | Necessidade de complementar os R$ 300 milhões “extras” que surgiram com o reajuste. |
🏢 Quem é a SOD Capital?
A empresa que detém a preferência do Vasco não é uma construtora tradicional, mas sim uma gestora de investimentos. Aqui está o que descobri sobre ela:
- Perfil: É uma “Sociedade Empresária Limitada” (LTDA) fundada em junho de 2021, com sede no Leblon, Rio de Janeiro.
- Atuação: Especializada em investimentos alternativos e administração de fundos. Eles captam recursos para aplicar em grandes projetos, buscando valorização a longo prazo.
- O Negócio com o Vasco: A SOD Capital assinou opções de compra para adquirir a maior fatia do potencial construtivo de São Januário (cerca de 250 mil m² ou mais).
- Onde está o entrave? A gestora planeja usar esses direitos de construção em um terreno na Barra da Tijuca. Como a compra desse terreno específico ainda não foi finalizada pela SOD, ela não pode pagar o Vasco, gerando esse efeito dominó que trava a reforma.
Resumo da Ópera: O Vasco está pronto tecnicamente, mas financeiramente refém do “timing” imobiliário dessa parceira. Se a SOD não fechar o terreno na Barra, o clube terá que buscar outro comprador para o potencial construtivo, o que reiniciaria o cronograma.

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