A lua de mel da torcida do Vasco com Fernando Diniz – se é que existiu -, acabou. O empate em 1 a 1 com a Chapecoense na noite desta quinta-feira (5) transformou o caldeirão de São Januário em um ambiente de pressão hostil. Após o apito final, o que se ouviu não foram os aplausos pela produção ofensiva citada por Fernando Diniz na coletiva, mas sim vaias ensurdecedoras e gritos de protesto direcionados ao comandante.
Nas redes sociais, a repercussão negativa foi imediata, com torcedores classificando o trabalho como “intragável” e apontando um padrão de fracasso que se repete: domínio estéril e fragilidade defensiva.
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“Já vi esse filme antes”
O principal argumento da arquibancada é a sensação de déjà vu. O Vasco teve 30 finalizações, trocou mais de 500 passes, amassou o adversário, mas saiu de campo com apenas um ponto. Para muitos vascaínos, a culpa não é apenas do azar ou da pontaria de Brenner (que perdeu gols incríveis), mas sim de um modelo de jogo que expõe o time desnecessariamente.
“De cabeça fria eu faço uma análise priorizando as falhas individuais, mas não deixando de lado o estilo de jogo sempre adotado. O Vasco manter a linha alta e continuar tentando puxar contra-ataques vencendo o jogo é algo que também é culpa do Diniz”, analisou o torcedor Luiz Guilherme (@EnzoGrisalho) no X (antigo Twitter).
Essa insistência em manter a defesa adiantada mesmo com a vantagem no placar foi fatal no lance do gol de empate da Chapecoense, onde o time cedeu espaço para a finalização de Jean Carlos.
30 chutes, mais de 500 passes trocados e mesmo assim não venceu. Já vi esse filme antes.
— rc11 (@11rczin) February 6, 2026
Fernando Diniz é intragável. pic.twitter.com/CgTIzITQis
Aproveitamento de Z-4 e substituições questionadas
Além da tática, os números frios jogam contra o treinador. O perfil @AlannCostaa01 lembrou que Diniz mantém o cargo mesmo com estatísticas alarmantes:
“Somente o Fernando Diniz consegue permanecer no cargo com 40% de aproveitamento em quase 50 partidas, com 9 derrotas nos últimos 11 jogos do Brasileirão. Nenhum outro treinador no Brasil tem tamanha mansidão dos adeptos”.
As mexidas no segundo tempo também foram alvo de fúria. A saída de Philippe Coutinho para a entrada de Marino Hinestroza, e a opção por colocar Hugo Moura em um momento onde o jogo pedia controle, foram vistas como erros de leitura.
“Diniz ainda não sacou que as mexidas dele irão derrubá-lo. Ele quer colocar Hugo Moura frio no lugar do melhor jogador da posição. Deveria ter mais malandragem”, criticou outro torcedor (@IdbelI99).
Com apenas 1 ponto em duas rodadas e um clássico contra o Botafogo pela frente, a paciência da torcida com o “processo” de Diniz parece ter se esgotado.

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