O Vasco da Gama foi surpreendido com uma ação judicial movida pela Arena das Dunas, estádio localizado em Natal e palco da Copa do Mundo de 2014. A administração da praça esportiva cobra do clube carioca a devolução de R$ 700 mil, referentes a um adiantamento recebido para a realização de um amistoso que jamais ocorreu. O tom da cobrança é severo, acusando o Cruz-Maltino de “enriquecimento ilícito” e “má-fé”.
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O “jogo fantasma” e a confusão
O imbróglio remete ao dia 5 de julho de 2025. Na ocasião, o Vasco enfrentaria o Montevideo Wanderers, do Uruguai pela Vitória Cup, aproveitando a pausa no calendário por conta da Copa do Mundo de Clubes. O acordo previa que o Vasco receberia R$ 1 milhão pela partida, sendo que 70% (R$ 700 mil) foram pagos antecipadamente.
No entanto, o time uruguaio cancelou a viagem na véspera, alegando problemas com o horário do voo. O jogo não aconteceu, mas o dinheiro ficou com o Vasco. A Arena das Dunas alega que pediu a devolução da quantia, mas teve uma surpresa desagradável:
“Para sua absoluta surpresa e indignação, o clube não apenas se recusou a promover a devolução da quantia adiantada, como, em um ato e manifesta má-fé e oportunismo, passou a cobrar o saldo residual de R$ 300 mil, como se a partida tivesse sido realizada”.
A defesa do Vasco e decisão judicial
Para a Arena, a conduta do Vasco “beira o absurdo” e configura apropriação de valor por serviço não prestado. Já o Vasco se defende alegando que houve “descumprimento contratual” por parte dos organizadores.
Em nota oficial enviada à ESPN, o clube reforçou que a organização falhou em “assegurar a presença do adversário”, o que inviabilizou o evento. Para o jurídico vascaíno, os prejuízos suportados pela instituição justificam a retenção e a cobrança.
A Justiça, em decisão inicial, rejeitou o pedido de bloqueio de bens (arresto) solicitado pelo estádio, mas determinou que o Vasco apresente sua defesa e sugeriu que as partes tentem um acordo amigável.
Veja a nota oficial:
“O Vasco da Gama esclarece que foi convidado pela Arena das Dunas e pela Liga Universitária Brasil para participar de uma partida amistosa vinculada à denominada Vitória Cup.
Entretanto, os organizadores deixaram de cumprir obrigações contratuais essenciais para a realização do evento, entre elas a de assegurar a presença do adversário na data previamente acordada, o que inviabilizou a realização da partida.
Diante do inadimplemento contratual, eventuais prejuízos suportados pelo Vasco da Gama serão oportunamente discutidos na esfera judicial, nos termos da legislação vigente”.

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