O Vasco da Gama vive dias decisivos para definir qual marca ocupará o espaço mais nobre de seu uniforme na temporada de 2026. Após o encerramento do vínculo com a Betfair, a diretoria ampliou o leque de negociações e uma novidade surpreendente surgiu nos bastidores: a possibilidade de fechar com uma empresa do ramo automobilístico. A informação, trazida pelo jornalista Lucas Pedrosa, adiciona um novo componente à disputa, remetendo a tempos áureos onde montadoras dominavam o futebol.
No entanto, apesar do prestígio que uma marca de carros traria ao uniforme, a lógica financeira deve prevalecer. O mercado de apostas esportivas (as chamadas “Bets”) vive um momento de investimento agressivo no Brasil e, por conta disso, é o setor que apresenta as propostas mais vantajosas economicamente. Para que o torcedor entenda o cenário, detalhamos abaixo a disputa entre o “charme” de uma montadora e os milhões das casas de apostas.
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Empresa automobilística é possibilidade real, mas valores pesam
A entrada de uma empresa automobilística no radar do Vasco é vista como um sinal de prestígio e força da marca, impulsionada também pelo sucesso da parceria com a Nike. Ter uma montadora na camisa seria um diferencial de mercado em meio a um “mar” de sites de apostas. Contudo, a apuração indica que, embora exista a possibilidade, ela é financeiramente inferior.
O Vasco trabalha com uma meta orçamentária agressiva. A diretoria estipulou um piso de R$ 70 milhões fixos por ano para o novo contrato. Historicamente, empresas do setor automobilístico não praticam valores tão elevados para patrocínio de camisa no Brasil quanto as casas de apostas estão dispostas a pagar atualmente. Por isso, a tendência apontada nos bastidores é que o clube feche mesmo com uma “Bet” para garantir o aporte financeiro necessário para o futebol.

Bet365 lidera a fila das casas de apostas interessadas
Se a montadora corre por fora, as gigantes das apostas são as favoritas. Além de ZeroUmBet e EnergiaBet, que já conversavam com o clube, a Bet365 entrou forte na disputa. Trata-se de uma das maiores empresas do segmento no mundo, com parcerias globais como a da UEFA Champions League. A entrada de um player desse tamanho, comandado pela bilionária Denise Coates, sinaliza que o Vasco pode conseguir o contrato “robusto e seguro” que tanto procura.
A Bet365 nunca patrocinou a camisa de um clube brasileiro, o que tornaria o acordo com o Vasco um marco inaugural da empresa no país nesse formato. A exigência da diretoria cruzmaltina por garantias financeiras sólidas e cláusulas de proteção casa perfeitamente com o perfil de uma multinacional consolidada, diferenciando-se de marcas menores ou aventureiras no mercado.

Definição deve ocorrer até março visando a temporada
A diretoria do Vasco não tem pressa, mas tem prazo. A expectativa é anunciar o novo patrocinador máster até março. O clube entende que é melhor disputar o Estadual e as primeiras fases da Copa do Brasil com a camisa “limpa” do que fechar um acordo às pressas por valores abaixo do desejado.
Enquanto a montadora de carros corre como uma “alternativa de luxo”, a realidade aponta para um desfecho com o setor de apostas, que hoje é quem consegue bancar as cifras de R$ 70 a R$ 80 milhões anuais que o Vasco exige para valorizar sua camisa e sua torcida.

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