O Vasco fechou a contratação de Renato Gaúcho para a sequência do calendário nacional. O treinador assinará contrato até o fim de 2026, uma prática comum do profissional ao assumir clubes com a temporada em andamento, e finaliza os trâmites burocráticos para o anúncio oficial. Esta movimentação consolida a preferência do presidente Pedrinho por profissionais nacionais, marcando o quarto brasileiro contratado para a função na sua gestão. O único “gringo” da era atual foi o português Álvaro Pacheco, trazido por Pedro Martins e Lúcio Barbosa na época da 777, e que durou apenas 29 dias no cargo.
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A diferença para os adversários
A opção do Vasco por Renato Gaúcho vai na direção oposta à dos rivais do Rio de Janeiro nos últimos anos. O Fluminense, o Botafogo e o Flamengo terão treinadores de fora do país no restante da temporada de 2026. A equipe tricolor é comandada pelo argentino Luis Zubeldía, enquanto o time alvinegro é treinado pelo compatriota Martín Anselmi. A agremiação alvinegra vive uma forte sequência estrangeira que já contou com Artur Jorge, Renato Paiva e Davide Ancelotti no comando técnico.
O rival rubro-negro reforçou essa estatística de técnicos de fora na última terça-feira ao demitir o brasileiro Filipe Luís para fechar com o português Leonardo Jardim. O Flamengo já teve outras experiências estrangeiras recentes em 2023, quando contratou Vitor Pereira e Jorge Sampaoli. Esse forte contraste de perfis deixa o Vasco isolado como o único entre os grandes cariocas sob comando nacional.

A missão do novo técnico do Vasco
O objetivo imediato de Renato Gaúcho e de seus auxiliares Marcelo Salles e Alexandre Mendes é resgatar o Vasco da temida zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O desafio começa no dia 12, na partida de estreia diante do Palmeiras. Além dos resultados exigidos no campo, o técnico precisará superar o panorama de instabilidade e de trabalhos curtos na área técnica cruzmaltina.
A média de permanência dos comandantes sob a gestão de Pedrinho é de cerca de cinco meses, com exatos 150 dias de trabalho por profissional. O levantamento cronológico da diretoria inclui as passagens de Rafael Paiva (156 dias), Fábio Carille (129 dias) e Fernando Diniz (287 dias), além da queda precoce de Álvaro Pacheco, demitido no mês de junho após sofrer três derrotas no Brasileirão, incluindo o pesado revés de 6 a 1 para o Flamengo.

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