A diretoria do Vasco da Gama adotou uma postura rígida no mercado da bola neste fim de semana, recusando uma oferta financeira importante para manter seu elenco intacto. O clube disse “não” a uma investida do Al Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, pelo lateral-esquerdo Leandrinho. Segundo informações apuradas pelo canal NT Vascaínos e confirmadas pelo jornalista Venê Casagrande, a proposta recusada foi de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 18,5 milhões), valor considerado baixo pela cúpula cruzmaltina.
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O desejo do atleta e a intervenção de Diniz
O cenário, contudo, é complexo. A apuração revela um conflito de interesses: Leandrinho deseja sair do Vasco. O jogador, que já teve uma experiência no futebol árabe em 2025 pelo Al-Shabab, vê com bons olhos o retorno ao exterior. Diante desse impasse, o técnico Fernando Diniz assumiu o protagonismo das negociações internas.
O treinador tem mantido conversas diretas com o lateral para demovê-lo da ideia de deixar São Januário neste momento. Diniz deixou claro que não tem interesse em perder o atleta e o considera uma peça fundamental para dar estabilidade ao setor defensivo na sequência da temporada.
A promessa: O “Efeito Rayan”
Para convencer Leandrinho a ficar, Diniz utiliza argumentos técnicos e motivacionais. A principal promessa é a de dar mais minutos em campo, algo que faltou na reta final do ano passado. O comandante vê um “grande potencial” no jovem de 20 anos e acredita que ele pode evoluir drasticamente sob sua tutela.
O exemplo usado nessas conversas é o atacante Rayan, que se valorizou absurdamente após receber confiança e sequência. A estratégia é mostrar que, ficando no Vasco, Leandrinho pode atingir um patamar de mercado superior no futuro. Enquanto isso, a diretoria segue atenta: embora a proposta inicial tenha sido rejeitada, o negócio não está 100% descartado caso os árabes subam as cifras para um nível irrecusável.

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