A estratégia do Vasco da Gama de iniciar o Campeonato Carioca com um time alternativo, recheado de garotos da base e reservas, é uma prática comum para preservar os titulares que voltam de férias. No entanto, em 2026, essa escolha carrega um perigo oculto que pode afetar gravemente os cofres de São Januário. O jornalista Gilmar Ferreira, do jornal Extra, publicou uma análise detalhada alertando para os riscos que o novo regulamento da competição impõe aos quatro grandes do Rio de Janeiro.
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A armadilha da nova fórmula para o Vasco
Diferente de anos anteriores, onde as cotas de TV e patrocínio eram fixas e os “pequenos” ficavam apenas com as “migalhas”, a edição deste ano privilegia o mérito esportivo na distribuição do dinheiro. A fórmula prevê dois grupos de seis times que se cruzam. Os oito classificados para as quartas de final (quatro de cada chave) recebem, de cara, R$ 1 milhão cada.
O problema — e o risco — está na fase seguinte. O vencedor do confronto das quartas de final, que avança para a semifinal, embolsa uma premiação robusta de R$ 5,5 milhões. Se o time alternativo do Vasco tropeçar na fase de classificação e pegar um cruzamento difícil cedo demais (ou for eliminado precocemente nas quartas), o clube deixa de ganhar essa bolada.
Pequenos podem ganhar mais que os grandes?
O cenário desenhado pelo colunista aponta para uma possibilidade inédita na história recente: um clube de menor investimento superar a arrecadação de um gigante. Basta que um dos grandes seja eliminado nas quartas para que um “pequeno” ocupe seu lugar na semi e leve os R$ 5,5 milhões.
Nesse cenário de “desastre financeiro”, o Vasco poderia estagnar numa arrecadação de cerca de R$ 7,6 milhões (cota fixa + bônus de classificação), enquanto veria um rival menor encher o bolso. Com Nova Iguaçu e outros times chegando às finais recentemente, a missão da garotada vascaína nas primeiras rodadas ganha um peso de responsabilidade financeira gigantesca.

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