O presidente do Vasco, Pedrinho (Pedro Paulo), volta a ficar na mira da Justiça Desportiva. A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) protocolou um recurso voluntário para tentar anular a absolvição do dirigente, que havia sido conquistada na semana passada em denúncia referente ao jogo contra o Cruzeiro.
O novo julgamento promete ser tenso e já tem data marcada nos tribunais. O Processo de número 00001.5.000043/2026 será o sétimo item da pauta desta quarta-feira (15/4) na 2ª Comissão Disciplinar. O caso cruz-maltino terá o Dr. Luiz Felipe Bulus como auditor relator e traz grandes riscos de um gancho pesado ao mandatário.
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A pressão da CBF e o fim da cultura do roubo
A rápida movimentação no tribunal reflete uma nova diretriz imposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade exige punições muito mais severas contra os profissionais que utilizam entrevistas para atacar os árbitros. O objetivo principal é extinguir a chamada cultura do “roubo” ou “assalto” no futebol nacional.
Esse tema espinhoso foi debatido na recente palestra sobre a liga unificada e entrará em prática imediatamente neste Campeonato Brasileiro. O tribunal reconhece que falhou ao tratar essas acusações como simples expressões populares no passado. Na próxima quinta-feira (16), um encontro nacional na sede da confederação reforçará essa nova postura punitiva diretamente aos auditores.
Nova padronização pode usar Vasco como exemplo
A nova padronização de conduta do tribunal estabelece uma gradação de gravidade para essas ofensas. A regra dita que uma acusação vinda de um jogador é considerada grave, de um técnico é ainda pior, e a infração atinge o grau máximo de rigor quando parte de um dirigente de clube, piorando o cenário defensivo de São Januário.
Para acelerar os julgamentos e diminuir os efeitos suspensivos, a arbitragem tem sido cobrada a enviar as súmulas o mais rápido possível. Pedrinho pode ser enquadrado em artigos pesados do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), como o 258 (conduta contrária à disciplina) e o 243-F (ofensa à honra).
Se o fato se confirmar, sem dúvida, o Vasco seria usado como um exemplo a ser dado para os demais clubes.

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