O Vasco terá pela frente o tradicional Boca Juniors na briga direta por uma vaga na final da Copa Sul-Americana. A confirmação do embate continental veio após o clube argentino eliminar o São Paulo em pleno MorumBIS, assegurando a classificação com uma vitória por 1 a 0 na ida e um empate por 1 a 1 na volta, o que coloca duas potências sul-americanas em rota de colisão nas semanas de outubro com o confronto decisivo marcado para o Rio de Janeiro.
Longe de ostentar a soberania avassaladora do início do século, a equipe xeneize desembarcou no torneio secundário após amargar uma queda precoce na fase de grupos da Copa Libertadores, terminando em terceiro na chave liderada pelo Cruzeiro. Sob a batuta do técnico Rodolfo Arruabarrena, contratado após a Copa do Mundo, a esquadra azul e ouro construiu uma sequência expressiva de 13 partidas sem perder, acumulando na temporada de 2026 um retrospecto de 19 vitórias, 14 empates e oito derrotas em 41 jogos, figurando no quinto posto de sua chave nacional com um número elevado de igualdades.
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Liderança de campeão mundial no Boca Juniors
O principal trunfo técnico enfrentado pelo Vasco atende pelo nome de Leandro Paredes, volante de 32 anos e campeão mundial pela seleção alviceleste, que comanda a engrenagem do Boca Juniors. Dono de passagens marcantes por gigantes como Roma, Juventus e Paris Saint-Germain, o meio-campista retornou ao futebol sul-americano em excelente forma atlética e atua como líder de uma geração promissora, que conta com a segurança aérea do zagueiro Di Lollo, a dinâmica do jovem Milton Delgado e a ousadia do ponta Leonel Flores, autor de passe decisivo na fase anterior.
Nem todo o elenco portenho, contudo, vive momentos de glória antes da disputa eliminatória. O experiente centroavante equatoriano Enner Valencia, ex-Internacional, desembarcou recentemente na capital vizinha, mas segue relegado ao banco de reservas em meio a atuações apagadas e contestações públicas dos torcedores, o que evidencia que o grupo ganha força pela disciplina tática coletiva e pela imposição física em duelos divididos do que propriamente pelo brilho de seus atacantes de área.

Fator Bombonera e decisão no Rio
O primeiro duelo entre Vasco e Boca Juniors colocará à prova o peso histórico do estádio de La Bombonera, caldeirão com capacidade para mais de 57 mil espectadores em Buenos Aires. Embora os hermanos já não imponham o temor irrestrito de outras eras e dependam de atuações pragmáticas para avançar, a solidez defensiva e a mística copera impõem respeito máximo aos cariocas, que terão a vantagem de definir o classificado em território fluminense.
A comissão técnica portuguesa de Pedro Emanuel usará as semanas livres no calendário para mapear as fragilidades na transição rasteira da zaga rival e neutralizar as bolas paradas venenosas do setor de meio-campo. A expectativa nos bastidores aponta para um duelo de intensidade extrema, em que a consistência psicológica e o aproveitamento das chances nas duas capitais determinarão quem avançará para a grande decisão continental.

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