A novela pelo estádio de Vasco x Boca Juniors ganhou um ingrediente que pegou mal na Colina. Na manifestação mais recente à Justiça, a Fla-Flu Serviços, concessionária do Maracanã, citou um planejamento de recuperação do gramado elaborado pela Greenleaf Gramados para justificar a negativa ao Vasco.
O detalhe que irritou os vascaínos: a Greenleaf é a mesma empresa que cuida do gramado de São Januário.
O que o consórcio apresentou à Justiça
Segundo a Fla-Flu, o gramado do Maracanã passou por novas intervenções depois do jogo da NFL, realizado em setembro. O plano da Greenleaf foi usado para reforçar a tese de que o campo precisa de tempo de recuperação e não poderia receber a semifinal da Sul-Americana.
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A empresa atua nos dois estádios. Ela é responsável pela manutenção do gramado do Maracanã e também pelo de São Januário. Na prática, a parceira do Vasco aparece em um documento usado contra o próprio clube.
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Mal-estar entre os vascaínos
Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. Para muitos torcedores, é difícil aceitar que a empresa contratada para cuidar da casa vascaína tenha seu planejamento usado como argumento para manter o Vasco longe do Maracanã num jogo decisivo.
Não há indicação de que a Greenleaf tenha tomado partido na disputa. O plano foi feito para o consórcio, que é cliente da empresa. Mesmo assim, a situação ampliou o desconforto com uma relação que já não vinha bem.
Greenleaf é alvo antigo de críticas em São Januário
O incômodo não começou agora. O gramado de São Januário é frequentemente criticado por torcedores e jornalistas que acompanham o Vasco, e as reclamações chegaram ao próprio clube.
Em maio, o Vasco cobrou ajustes da Greenleaf por causa da altura da grama, alegando que ela não atendia ao padrão desejado e interferia na dinâmica dos jogos em casa. Segundo o ge, a insatisfação era geral: em alguns jogos o corte ficava alto demais, deixando o jogo lento, e em outros, baixo demais.
O problema incomodava jogadores, comissão técnica e diretoria, a ponto de o clube avaliar até a troca de empresa. No empate com o Paysandu, houve a avaliação interna de que o campo prejudicou Saldivia no lance do gol contra.
A cobrança veio poucos meses depois de um investimento grande. A Greenleaf fez a troca completa do gramado de São Januário no fim de 2025, com uma nova espécie de grama, a Bermuda Celebration, também usada no CT Moacyr Barbosa e no Maracanã.
Estádio de Vasco x Boca pode ser definido hoje
Enquanto isso, o Vasco segue sem saber onde enfrentará o Boca. A expectativa é de uma definição nesta segunda-feira (5).
O prazo é apertado: o clube precisa informar hoje à Conmebol se vai mandar o jogo fora do município do Rio. Se escolher um estádio dentro da cidade, terá até sábado (10).
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As opções em discussão são o Maracanã, que o Vasco tenta garantir na Justiça; o Nilton Santos, defendido pelo consórcio, mas com resistência interna por causa da grama sintética; e o Mané Garrincha, em Brasília, cogitado como alternativa fora do Rio.
A diretoria tem São Januário como prioridade por questões esportivas, mas o estádio não atinge a capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida nas semifinais. Pedrinho chegou a falar em negociar uma exceção com o Boca e a Conmebol.
O calendário da semifinal
O primeiro jogo será em 13 de outubro, às 21h30, na Bombonera, em Buenos Aires. A volta, com mando do Vasco, está marcada para 20 de outubro, também às 21h30, em local a definir.
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