O Vasco sofreu mais uma derrota na briga para enfrentar o Boca Juniors no Maracanã. A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, negou o pedido de tutela de urgência feito pelo clube para obrigar a Fla-Flu Serviços a liberar o estádio para o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, no dia 20 de outubro.
Com a decisão, o Vasco segue sem garantia do Maracanã e pode recorrer ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Por que a juíza negou o pedido do Vasco
O ponto central da decisão foi a divergência entre os documentos técnicos apresentados pelas duas partes sobre as condições do gramado.
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O Vasco levou ao processo elementos técnicos que sustentam a possibilidade de realizar a partida. A Fla-Flu, por sua vez, apresentou documentos afirmando que Vasco x Boca provocaria um intervalo inferior às 72 horas recomendadas entre jogos no estádio.
Para a magistrada, essa divergência exige uma avaliação técnica especializada e não pode ser resolvida numa liminar simplesmente escolhendo um dos laudos. A decisão inclusive menciona a possibilidade de uma prova pericial para analisar a questão.
O parecer da Polícia Militar
Um dos principais argumentos do Vasco era a manifestação da Polícia Militar, que recomendava o Maracanã para o jogo. A juíza, porém, entendeu que essa recomendação foi feita numa comparação apenas entre o Maracanã e São Januário.
A decisão também destaca a existência de outro documento da PM que considera viável a realização de Vasco x Boca no Nilton Santos, justamente o estádio defendido pelo consórcio como alternativa.
O argumento das 72 horas e as contradições
A tese das 72 horas incomoda a torcida vascaína. No processo, o torcedor autor da ação popular apontou que, segundo levantamento do ge, o Maracanã recebeu em 2026 nove jogos com intervalo de até 48 horas entre eles.
O Vasco também vem sustentando que os critérios técnicos usados pela concessionária são inconsistentes e violam a boa-fé, já que o estádio segue recebendo jogos de Flamengo e Fluminense.
Além disso, o plano de recuperação do gramado citado pelo consórcio foi elaborado pela Greenleaf Gramados, a mesma empresa que cuida de São Januário, o que já tinha gerado mal-estar entre os vascaínos.
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O que acontece agora
O Vasco pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça. O problema é o tempo: o jogo é em 20 de outubro, e o clube tem até sábado (10) para comunicar à Conmebol qual estádio usará dentro da cidade do Rio.
Sem o Maracanã, a alternativa mais concreta no Rio passa a ser o Nilton Santos, que tem grama sintética, ponto que o Vasco considera uma desvantagem esportiva. São Januário segue fora, por não ter a capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida nas semifinais.
A semifinal contra o Boca
Antes de decidir o local da volta, o Vasco faz o primeiro jogo em 13 de outubro, às 21h30, na Bombonera, em Buenos Aires.
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