O Vasco ainda nem digeriu o que aconteceu no Nubank Parque e já recebeu outra notícia que mexe com o torcedor. A CBF definiu o árbitro do jogo que vale vaga na final da Copa do Brasil, domingo, em São Januário. E não é um nome qualquer para quem acompanha o Cruz-Maltino.
O escolhido já tem história com o clube. Há pouco mais de três anos, uma decisão dele em São Januário fez a diretoria vascaína levar uma reclamação formal à entidade. Agora ele volta ao mesmo estádio, no jogo mais importante da temporada.
Quem é o árbitro de Vasco x Palmeiras
O árbitro será Bráulio da Silva Machado, de Santa Catarina. É um dos nomes mais experientes do quadro da CBF e costuma ser escalado para jogos grandes, inclusive decisões. Experiência ele tem de sobra. O problema, para o vascaíno, é a memória.
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O pênalti de 2023 que virou reclamação na CBF
O episódio que o torcedor lembra foi em 7 de outubro de 2023, no 0 a 0 com o São Paulo, pela 26ª rodada do Brasileirão, em São Januário. Bráulio marcou pênalti para o time paulista por um toque de mão de Léo dentro da área. O Vasco brigava contra o rebaixamento, e o lance podia custar caro.
Quem salvou foi Léo Jardim: defendeu a cobrança de Wellington Rato, e James Rodríguez mandou o rebote para fora. O empate ficou, mas a irritação também.
Três dias depois, o Vasco enviou uma reclamação formal à CBF questionando decisões da arbitragem naquele jogo. Foi a quinta queixa do clube naquele Brasileirão. Segundo a imprensa na época, a própria comissão de arbitragem da CBF teria discordado da marcação do pênalti. Nas redes, os vascaínos não pouparam o árbitro.
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Um árbitro acostumado a jogos quentes
O Vasco não é o único com queixas de Bráulio. Na ida da final da Copa do Brasil de 2022, Corinthians 0x0 Flamengo, a reclamação foi do lado alvinegro, por um possível toque de mão de Léo Pereira na área que não virou pênalti. Em outros jogos grandes dos últimos anos, o nome dele também apareceu no centro de debates sobre lances decisivos.
Isso não quer dizer que ele vá errar no domingo. Mostra apenas que o árbitro chega cercado de expectativa e de olhares atentos dos dois lados.
O pênalti que ficou entalado na ida
O clima ficou mais tenso pelo que aconteceu no domingo passado. O Palmeiras venceu por 1 a 0, gol de Maurício no primeiro tempo, depois de jogada de Arias e passe de Marlon Freitas.
O lance que revoltou os vascaínos veio no início do segundo tempo. Lescano driblou dentro da área e a bola tocou na mão de Alexander Barboza. Anderson Daronco mandou seguir, e o VAR não chamou o árbitro para rever o lance. O pênalti não marcado dominou as redes logo depois do jogo, com torcedores de vários clubes questionando a decisão.
O presidente Pedrinho foi até Daronco depois do apito final para cobrar explicações. Para piorar, o zagueiro Saldivia levou o segundo amarelo aos 32 minutos do segundo tempo e foi expulso. O Vasco terminou o jogo com um a menos.
Pelas estatísticas oficiais, o Palmeiras teve 62% de posse e finalizou 19 vezes, contra seis do Vasco. A equipe de Pedro Emanuel sofreu, mas saiu de São Paulo com a sensação de que o placar poderia ter sido outro.
O que o Vasco precisa em São Januário
A conta é simples:
- Vitória por dois gols ou mais de diferença: o Vasco vai à final.
- Vitória por um gol: a decisão vai para os pênaltis.
- Empate: o Palmeiras avança.
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O finalista enfrenta o vencedor de Atlético-MG x Grêmio.
Com São Januário lotado, um histórico recente de reclamações e um árbitro que o torcedor não esqueceu, cada lance na área vai ser acompanhado com lupa. Dentro de campo, o Vasco precisa fazer a parte dele. Fora dele, a cobrança por uma arbitragem justa já começou.
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