O Vasco conta com uma engrenagem de bastidores fundamental liderada pelo diretor executivo Admar Lopes e pelo diretor técnico Felipe. Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (17), o dirigente fez questão de valorizar a postura e a importância cotidiana do ex-jogador na estruturação do departamento de futebol, destacando o papel estratégico exercido pelo ídolo na rápida adaptação do treinador Pedro Emanuel:
“O Felipe teve um papel fundamental para a rápida adaptação do Pedro. Além de diretor técnico, o Felipe é alguém que ajuda no dia a dia na conexão de vários departamentos, é alguém que trabalha diretamente com o scout e comigo na identificação de novos jogadores”.
A integração promovida pelo antigo camisa 6 estabelece uma ponte contínua entre as demandas da comissão técnica e as análises de prospecção do mercado da bola. Essa capacidade de enxergar o gramado sob a ótica de quem já comandou equipes à beira do campo facilita o diálogo interno com a comissão lusitana, permitindo uma triagem cirúrgica de carências para que o clube encontre soluções compatíveis com seu orçamento financeiro.
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Papel invisível e revelação na base
A influência de Felipe na base do Vasco também recebeu destaque especial nas declarações de Admar Lopes, sobretudo na campanha vitoriosa do Campeonato Brasileiro Sub-20 e na ascensão de jovens promessas. O executivo detalhou o impacto direto do ídolo na promoção de talentos:
“Além do mais, o Felipe tem uma participação fundamental no título brasileiro do Sub-20, porque o envolvimento dele na transição, na base, a relação toda… Ele conhece todos os jogadores da base, a promoção do Ramon Rique em um momento que a comissão técnica do Renato não conhecia e nunca tinha visto jogar o Ramon… Esse papel invisível é fundamental para essa melhoria”.
O olhar atento às categorias inferiores garantiu que peças promissoras ganhassem espaço no elenco de cima antes mesmo de despertarem a atenção de concorrentes nacionais. Ao acompanhar os treinamentos dos juniores e identificar características raras de refino técnico, a gestão desportiva acelerou a promoção de atletas decisivos, transformando o trabalho silencioso das divisões inferiores em rendimento imediato nas disputas de mata-mata da temporada.

Decisões compartilhadas e alinhamento no Vasco
A sintonia no topo do futebol do Vasco foi resumida por Admar Lopes como um trabalho de complementariedade absoluta com Felipe na condução das diretrizes esportivas. O diretor de futebol enfatizou o respeito mútuo na tomada de rumos: “Ele tem a capacidade de entender o jogo e ter uma visão de treinador que ele já foi. É alguém muito fácil e muito humilde de trabalhar no dia a dia em todas as trocas que temos, e acho que nos complementamos. Todas as decisões técnicas são validadas por mim e pelo Felipe”.
Esse modelo compartilhado de governança blinda o ambiente profissional e confere estabilidade ao vestiário antes das semifinais da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil. Com funções bem divididas e processos integrados entre prospecção, formação e rendimento profissional, a agremiação carioca consolida uma estrutura gerencial moderna para seguir disputando troféus em alto nível.

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