Robert Renan pode sonhar com a Seleção Brasileira? Na coletiva após a vitória do Vasco por 2 a 1 sobre o Botafogo, nesta quarta-feira (7), no Nilton Santos, o técnico Pedro Emanuel foi questionado sobre o zagueiro e deixou claro: o potencial existe, mas o caminho passa pela regularidade.
“Chegar ao grande nível e não oscilar”
Para Pedro Emanuel, a Seleção deve ser um objetivo de Robert Renan, mas a longo prazo. O técnico apontou a consistência como o fator decisivo:
“Para chegar à Seleção, uma coisa faz muita diferença: chegar ao grande nível e não oscilar. Ele é jovem e tem potencial para crescer. Essa consistência dará para ele a oportunidade de olhar para a Seleção como um objetivo de longo prazo.”
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O treinador lembrou ainda que o Brasil tem muitos zagueiros espalhados pelo mundo, mas destacou que há bons nomes no futebol brasileiro também.
O trunfo de ser canhoto
Pedro Emanuel destacou uma característica que pode fazer diferença para Robert Renan: ser canhoto. Segundo ele, isso dá vantagem no futebol atual, em que zagueiros de pé esquerdo são cada vez mais valorizados na saída de bola.
Mesmo assim, o técnico cobrou evolução e assumiu a responsabilidade de manter o zagueiro no limite:
“Ele pode fazer melhor. Eu tenho que ser a pessoa a não deixar ele baixar o nível. Se surgir a oportunidade, ficamos felizes. É um bom profissional e um bom rapaz.”
“O caldo engrossou” na zaga do Vasco
Perguntado sobre o momento de Nuno Moreira, Pedro Emanuel aproveitou para falar da disputa por posições no elenco. E usou a zaga como exemplo:
“Há um mês, o Cuesta era o titular indiscutível. Nesse momento, para reconquistar o lugar dele, vai ter que lutar. Porque agora também temos o Gabriel. O melhor vai jogar.”
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Além de Cuesta e Gabriel, o técnico já tinha destacado Saldivia, que escolheu ficar no clube e voltou a ser importante. A disputa, segundo ele, vale para todos: “Nesse elenco de agora, como vocês gostam de dizer, o caldo engrossou. Fico feliz com essa dificuldade para a vida do treinador.”
Nuno Moreira de volta às opções
Sobre o português, Pedro Emanuel reconheceu que ele viveu uma fase ruim, mas elogiou a reação:
“Teve um momento menos bom, mas teve a capacidade de voltar a estar dentro das opções. Hoje, entrou com vontade para ajudar a equipe, com determinação. A oportunidade vai chegar, e ele precisa estar preparado.”
“Me sinto um torcedor”
O técnico também falou sobre a relação com a torcida e disse que se sente parte da arquibancada:
“Me sinto um adepto. Mais do que o treinador, sou alguém que toca todas as partes, porque já fui jogador e, hoje, sou aficionado pela nossa equipe.”
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Pedro Emanuel exaltou o grupo, que segundo ele tem “coragem, qualidade e, acima de tudo, ambição grande”, e acredita que o vascaíno sente orgulho do time: “O torcedor sente que damos o nosso máximo.”
A insegurança antes do clássico
O treinador ainda revelou que estava inseguro antes do jogo, por causa dos 18 dias sem partidas oficiais durante a Data Fifa. A dúvida, porém, passou logo:
“No aquecimento eu já senti a energia de que teríamos um bom desempenho.”
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