O processo de reestruturação definitiva da Vasco SAF segue tirando o sono da cúpula do Flamengo. De acordo com apuração do colunista Cosme Rímoli, do portal R7, o presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, o Bap, está aproveitando uma aproximação diplomática inesperada com a diretoria do Botafogo para costurar uma aliança política com o objetivo de barrar a venda do futebol do Vasco para o empresário Marcos Faria Lamacchia.
A união dos dois rivais começou após o Dínamo de Moscou, da Rússia, recusar as contratações do equatoriano Gonzalo Plata e de Matheus Martins alegando supostos problemas médicos vagos. Revoltados com a desvalorização de seus ativos no mercado internacional, os dois clubes cariocas decidiram se articular conjuntamente para acionar a Fifa contra a agremiação russa com base em laudos médicos que atestam a plena capacidade física de seus atletas.
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Liberação de Cebolinha e moeda de troca política
Essa ponte construída nos tribunais da Europa abriu espaço para acordos imediatos no mercado nacional, envolvendo o atacante Everton Cebolinha. Fora dos planos do técnico Leonardo Jardim e com vínculo terminando no fim da temporada, o jogador de 30 anos vinha sendo disputado por Corinthians e Fluminense, mas os altos vencimentos de R$ 1,3 milhão mensais e a exigência rubro-negra por uma compensação financeira travaram as conversas.
No entanto, a diretoria flamenguista adotou uma postura totalmente diferente em relação a General Severiano e autorizou a saída do ponta para o rival alvinegro a custo zero. A liberação sem qualquer cobrança é vista nos bastidores como um aceno claro de Bap ao mandatário botafoguense, João Paulo Magalhães, para estreitar relações políticas no Rio de Janeiro e tentar isolar o Vasco.
O desespero contra o investimento de R$ 2 bilhões no Vasco
A contrapartida almejada pela cúpula da Gávea com esse afago ao Glorioso é conquistar o apoio institucional do rival para combater a aprovação da compra de 90% das ações do futebol, avaliada em expressivos R$ 2 bilhões. O presidente rubro-negro teme abertamente que a relação de parentesco de Marcos Lamacchia com a mandatária palmeirense Leila Pereira gere um bloco de poder inatingível no futebol nacional e insiste na tese de conflito de interesses para tentar barrar a operação.
Até o momento, a diretoria do Botafogo prefere adotar uma postura neutra e manter distância do litígio. Enquanto isso, o presidente cruzmaltino Pedrinho segue blindando os trâmites do processo judicial de venda e ignorando as articulações desesperadas dos adversários para impedir o fortalecimento financeiro definitivo do Vasco.

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