A briga do Vasco para enfrentar o Boca Juniors no Maracanã ganhou mais um capítulo, e com um argumento que irritou a torcida vascaína. Em nova manifestação à Justiça, apresentada no domingo (4), a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária que administra o estádio, voltou a defender que a semifinal da Copa Sul-Americana seja levada para o Nilton Santos.
O jogo está marcado para 20 de outubro, e o Vasco ainda não sabe onde vai mandar a partida.
Os argumentos do consórcio
A Fla-Flu sustentou que o Nilton Santos, administrado pelo Botafogo, já recebeu jogos importantes de competições da Conmebol e tem estrutura para o confronto internacional.
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A concessionária voltou a citar o gramado do Maracanã. Segundo a empresa, a sequência de eventos recentes, incluindo o jogo da NFL no Rio, aumentou o desgaste do campo e exigiu intervenções. Em manifestação anterior, o consórcio chegou a afirmar que, segundo uma análise técnica, o Maracanã estaria impossibilitado de receber novos eventos esportivos em 2026.
O “treino” para enfrentar o Palmeiras
O trecho mais polêmico é sobre a grama sintética. O Vasco alega que jogar no Nilton Santos seria um risco esportivo, já que o time está acostumado à grama natural. A Fla-Flu contestou.
O consórcio lembrou que o Vasco já jogou no estádio do Palmeiras, que também tem grama artificial, e ainda voltará a atuar lá. Na avaliação da concessionária, jogar contra o Boca no Nilton Santos poderia até servir como preparação para o próximo jogo contra o Palmeiras.
O que o Vasco rebate
O argumento esportivo do Vasco é antigo no processo. Na ação, o clube sustenta que jogar no Nilton Santos traria clara desvantagem, já que São Januário, sua casa, tem grama natural, assim como o Maracanã.
O clube também aponta incoerência na postura do consórcio. Para o Vasco, os critérios técnicos usados para negar o estádio são inconsistentes e violam a boa-fé, já que o próprio Maracanã segue recebendo jogos de Flamengo e Fluminense.
O torcedor vascaíno autor da ação popular reforçou esse ponto: segundo levantamento do ge citado no processo, o estádio recebeu em 2026 nove jogos com intervalo de até 48 horas entre eles.
A Fla-Flu nega qualquer discriminação e lembra que o Vasco já usou o Maracanã seis vezes desde abril de 2025.
A batalha na Justiça
O Vasco segue tentando reverter o cenário nos tribunais. Na sexta-feira, o clube entrou com um agravo de instrumento contra a suspensão do processo e pediu à desembargadora Rose Marie Pimentel Martins a liberação imediata do Maracanã, com multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Depois de um revés no TJ-RJ, o Vasco também pediu que a 2ª Vara Cível reavalie a suspensão e analise o caso com urgência.
Prazos da Conmebol apertam o Vasco
O relógio é o maior problema. Pelas regras da Conmebol, o Vasco precisa informar nesta segunda-feira (5) se vai mandar a partida fora do município do Rio. Se optar por um estádio dentro da cidade, o prazo vai até sábado (10).
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Por que São Januário está fora
A solução mais simples seria jogar em casa, mas não dá. A partir das semifinais, o regulamento da Sul-Americana exige capacidade mínima de 30 mil torcedores, e São Januário não atende a esse requisito.
Com isso, as alternativas reais no Rio são o Maracanã, que o Vasco quer, e o Nilton Santos, que o consórcio empurra. Fora da cidade, o clube teria de decidir ainda hoje.
Terceira negativa do ano
Não é a primeira vez que o Vasco esbarra no consórcio em 2026. Antes do Boca, a Fla-Flu já tinha recusado os pedidos para os jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil.
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