A diretoria do Vasco trabalha intensamente nos bastidores políticos e jurídicos para garantir fôlego financeiro imediato ao departamento de futebol. O clube carioca tenta viabilizar a captação de um segundo empréstimo na modalidade DIP (Debtor-in-Possession), um recurso emergencial voltado para empresas em processo de reestruturação civil. De acordo com informações apuradas pelo jornalista Gustavo Cunha, a operação financeira visa dar fluxo de caixa para a abertura da janela de transferências de julho enquanto os trâmites do Memorando de Entendimento (MoU) com o futuro investidor seguem em andamento.
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Futuro dono da Vasco SAF pode injetar dinheiro antes da assinatura
A grande surpresa dos bastidores do mercado está na origem desse recurso financeiro. Não está descartada a possibilidade de o próprio Marcos Lamacchia, empresário que negocia a compra de 90% das ações da Vasco SAF, atuar diretamente como o credor dessa operação emergencial.
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Inicialmente, a transação não envolveria os cofres da Crefisa, financeira de propriedade de sua família. Caso se concretize, o movimento mostra o tamanho do alinhamento do investidor com a gestão do presidente Pedrinho, aceitando financiar o clube antes mesmo de assumir o controle definitivo dos ativos.
Trava jurídica da Recuperação Judicial exige aprovação rigorosa
Por estar sob as regras jurídicas do plano de Recuperação Judicial estruturado pela consultoria Alvarez & Marsal, o Vasco enfrenta amarras legais severas para captar recursos. O regulamento empresarial proíbe expressamente que clubes nessa situação recorram aos tradicionais empréstimos-ponte do mercado bancário. Por conta disso, qualquer novo financiamento precisa, obrigatoriamente, passar pelo crivo e aprovação formal do Administrador Judicial e do Ministério Público.
O diretor executivo Admar Lopes e o técnico Renato Gaúcho acompanham o desfecho da engenharia financeira com atenção. A liberação dessa verba DIP é tratada como fundamental para garantir que o Vasco consiga fechar com os primeiros volantes e meias exigidos pela comissão técnica para tirar o time da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, sem ter que aguardar os ritos burocráticos e demorados da Assembleia Geral de sócios.

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