A Controladoria-Geral da União abriu uma investigação para apurar suspeitas de irregularidades no uso de uma emenda parlamentar de R$ 4 milhões destinada ao Vasco pelo senador Flávio Bolsonaro. A verba foi repassada ao clube no ano de 2025 para o financiamento de um projeto social e esportivo. A apuração do órgão controlador tem como ponto central seis inconsistências identificadas na gestão dos recursos e nos pagamentos executados até o momento.
Entre as principais razões listadas pela CGU, destaca-se a concentração de 93% dos valores já executados em um único fornecedor pessoa física para a aquisição de materiais esportivos de manufatura. O órgão também apontou a velocidade atípica nas liquidações das notas fiscais, além de inconformidades em contratos de prestação de serviços com empresas do ramo de eventos. O saldo de R$ 3,3 milhões restante na conta do projeto segue sob monitoramento.
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Articulação nos bastidores e reações na gestão do Vasco
Nos bastidores políticos do Vasco, a articulação do repasse é atribuída à atuação de Alan Belaciano, advogado e presidente da Assembleia Geral do clube. O dirigente é apontado por interlocutores como um dos nomes de confiança do senador Flávio Bolsonaro e detém influência direta sobre as decisões da administração liderada pelo presidente Pedrinho. A apuração busca esclarecer as responsabilidades na escolha dos prestadores de serviço contratados para o projeto social.
Esta é a segunda emenda parlamentar de autoria do senador que entra no radar de órgãos de fiscalização federal no período recente. A investigação da CGU tramita de forma paralela às rotinas administrativas do clube carioca, que precisará prestar esclarecimentos sobre a prestação de contas parcial e o cumprimento do cronograma físico-financeiro das atividades previstas.

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