Ele chegou a São Januário cercado de expectativa, nunca conquistou a torcida e foi embora sem deixar saudade. Quatro anos depois, porém, o nome dele voltou a aparecer no Vasco, desta vez em um processo na Justiça.
O clube reconheceu, na semana passada, uma dívida que pode passar dos R$ 2 milhões com um ex-atacante. E o valor que o Vasco aceita pagar é bem maior do que o calculado pela própria administração judicial.
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Quem é o credor
O ex-jogador é o atacante Ribamar, que defendeu o Vasco entre o fim de 2018 e 2022.
Ele chegou por empréstimo em dezembro de 2018, nunca foi titular absoluto e terminou a passagem com oito gols em 61 jogos. Hoje, joga no Viettel FC, do Vietnã.
Uma condenação na Justiça do Trabalho
A dívida tem origem em um processo trabalhista. O Vasco já havia sido condenado na 17ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro a indenizar o atacante.
Como o clube está em recuperação judicial, Ribamar fez um pedido de habilitação de crédito para entrar, de forma tardia, na lista de credores do processo. Foi nesse pedido que o Vasco se manifestou.
O valor que o Vasco reconheceu
O Vasco aceitou incluir um crédito de R$ 1.587.827,28 para o atacante na recuperação judicial. O clube também apontou que outros R$ 143.969,26 devem ser cobrados em um pedido separado.
Somando as duas partes, a conta do Vasco, corrigida até julho de 2025, chega a R$ 1.731.796,54. Com novos juros e correções, a dívida pode chegar a R$ 2 milhões.
A divergência curiosa
Aqui está o detalhe que chama atenção. A administração judicial, responsável por acompanhar o processo de recuperação, opinou pela habilitação de um valor menor: R$ 1.266.406,02.
Ou seja, o próprio Vasco reconheceu uma dívida cerca de R$ 465 mil maior do que a calculada pelo administrador judicial. A diferença deve ser resolvida pela Justiça.
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O peso das dívidas antigas
O caso de Ribamar é mais um exemplo do passivo que o Vasco carrega de gestões anteriores. As dívidas do clube passam de R$ 1 bilhão e são pagas dentro da recuperação judicial.
A expectativa é que esse cenário melhore com a venda da SAF. O contrato com a Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, prevê que a nova SAF assuma as dívidas do futebol e honre os pagamentos da recuperação judicial. Se faltar dinheiro, Lamacchia é obrigado a fazer aportes extras. A venda será votada pelos sócios no dia 23 de outubro.
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