O sonho da modernização de São Januário sofreu um revés no cronograma oficial nesta sexta-feira (15). A diretoria do Vasco já trabalha internamente com a possibilidade real de que as obras não comecem no ano de 2026. O principal motivo é a lentidão nos trâmites burocráticos e a dificuldade em fechar a venda do potencial construtivo, que é a peça-chave para financiar o projeto orçado em mais de R$ 500 milhões.
Atualmente, o clube tenta comercializar cerca de 280 mil metros quadrados de potencial, avaliados em aproximadamente R$ 2 mil cada. A principal estratégia do Vasco envolve o terreno do Marapendi, na Barra da Tijuca, que possui capacidade para absorver quase toda a cota disponível. O clube mantém um compromisso verbal com a SOD Capital, empresa que conduz as tratativas para a compra da área, evitando abrir conversas paralelas com outras incorporadoras por enquanto.
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Vasco avalia fracionar potencial construtivo para agilizar obras
Diante da complexidade de uma transação única de R$ 500 milhões, o Vasco passou a considerar o desmembramento do potencial construtivo em parcelas menores. Essa alternativa permitiria a venda para diferentes empresas em vez de depender exclusivamente da conclusão do negócio no Marapendi. O portal Lance! apurou que existem conversas avançadas com a Tegra para a aquisição de 30 mil metros quadrados, enquanto outra negociação similar acabou esfriando nas últimas semanas.
Outra possibilidade que surgiu no radar da diretoria é a utilização parcial do terreno do antigo Terra Encantada, que pertence à Cyrela. A ideia seria separar uma fração específica da área para absorver parte do potencial do clube associativo. Mesmo com essas movimentações, a falta de contratos de exclusividade assinados torna o processo mais lento, já que outras gigantes como Multiplan e Cyrela também disputam a compra direta de terrenos estratégicos no Rio de Janeiro.

Burocracia financeira adia sonho da reforma em São Januário
A palavra dada à SOD Capital tem sido respeitada pelo presidente Pedrinho, que busca manter a ética nas relações comerciais do clube. Contudo, a diretoria admite que, se outra empresa concluir a compra do Marapendi e procurar o Vasco, o diálogo será aberto imediatamente. A prioridade máxima é garantir o aporte financeiro necessário para que o estádio seja transformado em uma arena moderna, mas a realidade do mercado imobiliário impõe cautela.
Enquanto a definição financeira não sai, o torcedor precisará conviver com a incerteza sobre a data de fechamento do estádio para as intervenções. O Vasco segue dependendo da aprovação de projetos complementares e da liquidez imediata da venda dos metros quadrados para dar o primeiro passo nas obras. A expectativa agora recai sobre o desenrolar das reuniões nas próximas semanas, que definirão se o fatiamento do potencial será o caminho definitivo para destravar o projeto.

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