O Vasco deu um passo determinante nos bastidores na tarde desta quarta-feira (30) ao receber sinalização positiva de órgãos municipais para sediar o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, contra o Boca Juniors, em São Januário. Em reunião realizada no Centro de Operações e Resiliência (COR), que contou com a CET-Rio e a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), a cúpula vascaína apresentou seu planejamento e viu as autoridades municipais demonstrarem total abertura para adequações operacionais, incluindo a expansão da área para o público visitante.
Apesar do sinal verde no âmbito municipal, a realização do confronto ainda depende do posicionamento oficial da Polícia Militar, que ainda não emitiu o parecer definitivo sobre o esquema nas ruas. O clube mantém otimismo quanto à cooperação do BEPE (Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios), entendendo que o aval dos órgãos de segurança pública representará a peça-chave para destravar os próximos passos institucionais e comprovar a viabilidade técnica do evento.
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Apoio da Prefeitura e postura do Boca Juniors no Vasco
Com a chancela prévia da prefeitura, o Vasco busca acelerar os trâmites diplomáticos para receber os torcedores adversários com segurança e conforto no complexo de São Januário. A direção da agremiação portenha já manifestou que não se opõe a disputar a eliminatória no tradicional estádio carioca, exigindo apenas uma cota superior de ingressos em relação à capacidade usual destinada aos visitantes para atender sua expressiva delegação na capital fluminense.
Em posse do laudo das autoridades estaduais, a entidade continental será acionada diretamente pelo presidente da confederação nacional para flexibilizar a cláusula de capacidade mínima de 30 mil lugares. A interlocução tenta amenizar a resistência do mandatário Alejandro Domínguez, enquanto torcedores relembram nas redes a brecha concedida em 2025 ao Independiente del Valle em arena de apenas 12 mil pessoas, argumento que os cartolas sul-americanos tentam diferenciar pelo porte das massas populares.
Opção do Maracanã em compasso de espera
Diante do avanço nas tratativas municipais, o Vasco optou por colocar a judicialização do Maracanã em compasso de espera antes de qualquer investida fora de São Januário. A diretoria tem a ação pronta na gaveta após as sucessivas negativas do consórcio rival, mas prefere esgotar todas as possibilidades na própria casa antes de levar a disputa aos tribunais comuns e definir a estratégia mais vantajosa para a instituição.
O grupo comandado por Pedro Emanuel mantém a rotina de trabalhos no centro de treinamento totalmente blindada das discussões políticas que movimentam a sede náutica e os gabinetes públicos. A comissão técnica quer a equipe concentrada nos ajustes de campo para construir um bom resultado fora de casa e fechar a vaga na grande decisão de Barranquilla diante do apoio massivo de seus torcedores.

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