A noite na Arena da Baixada reservou todos os ingredientes de um grande clássico do futebol brasileiro. O torcedor que acompanhou os primeiros 45 minutos dificilmente imaginaria o desfecho dramático e glorioso que estava por vir. Entre polêmicas de arbitragem, mudança tática crucial e uma reviravolta relâmpago, o Vasco consegue a virada contra o Athletico-PR fora de casa, vence por 3×1, e quebra tabu no Campeonato Brasileiro e na Arena da Baixada.
O técnico cruz-maltino apostou em um esquema com três zagueiros para tentar conter a pressão inicial dos donos da casa. No entanto, a estratégia não funcionou como esperado no primeiro tempo. O time encontrou dificuldades para criar e viu Mendoza abrir o placar para o Athletico aos 21 minutos, aumentando a tensão em Curitiba. Mas o lance que realmente incendiou a partida ainda estava por vir.
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Polêmica de arbitragem revolta a torcida do Vasco
Pouco após sofrer o gol, o Vasco teve a chance clara de empatar. Puma Rodríguez soltou uma bomba de fora da área e o goleiro Mycael bateu roupa. No rebote, o atacante Brenner se antecipou para conferir, mas foi claramente agarrado pelo goleiro adversário dentro da área.
Apesar da clareza do lance, o árbitro Ramon Abatti Abel mandou o jogo seguir. Para a surpresa e revolta de todos, o VAR sequer chamou a arbitragem para revisão no monitor. O lance polêmico foi para o intervalo como o grande tema da partida, deixando o clima tenso no vestiário vascaíno.
Esse foi mais um lance de pênalti claro não marcado para o Vasco. No jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Palmeiras no Nubank Parque, o zagueiro Alexander Barboza, do Palmeiras, cortou a bola com a mão na área após ser driblado por Lescano, impedindo um ataque bom do Vasco. Mesmo assim, o árbitro Anderson Daronco não marcou o pênalti, e nem foi ao VAR revisar o lance.
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A reviravolta do Vasco no segundo tempo
Se a etapa inicial foi apagada, a volta do intervalo mostrou um time completamente transformado. Disposto a mudar a história do jogo, a equipe subiu as linhas e passou a pressionar a saída de bola do Furacão. A recompensa veio aos 16 minutos: Cuiabano fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro e forte; o zagueiro Aguirre tentou o corte desesperado e acabou mandando contra a própria meta, empatando o confronto.
O gol de empate desnorteou o adversário e o Gigante da Colina aproveitou o momento avassalador. Apenas um minuto depois, em uma jogada de pura raça, a virada se concretizou:
- Cuiabano cruzou novamente e Mycael espalmou.
- A bola parecia escapar de Gabriel Pereira, mas Lescano deu um carrinho impressionante para recuperar a posse.
- Andrés Gómez ficou com a sobra e rolou para Puma Rodríguez, que desferiu um cruzamento sob medida.
- Bruno Duarte subiu no segundo andar e testou firme para o fundo das redes, virando o placar.
A noite ainda reservava mais emoção. Após cobrança de falta perfeita de Colídio, o zagueiro Gabriel Pereira subiu com autoridade e testou no ângulo de Mycael, marcando o terceiro gol. Para complicar ainda mais a situação do Athletico-PR, o atacante Viveros — artilheiro do campeonato — acabou expulso após pisar de forma desleal e proposital em Cuiabano, que já estava caído no gramado.
Fim de um tabu histórico de 26 anos
Além dos três pontos vitais na tabela, a vitória consagrou a quebra de um longo jejum. O Vasco não vencia o Athletico-PR fora de casa em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro desde 1998.
Considerando confrontos no novo formato da Arena da Baixada por qualquer competição, a última vitória vascaína havia acontecido em 2007, em um memorável 4 a 2 pela Copa Sul-Americana. Uma atuação de gala no segundo tempo que entra para a memória recente do torcedor vascaíno.
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