O Vasco conquistou uma vitória jurídica fundamental para a manutenção de sua estabilidade financeira e administrativa nos tribunais do Rio de Janeiro. Em sessão realizada nesta quinta-feira (21), os desembargadores integrantes da 20ª Câmara de Direito Privado do TJRJ negaram provimento ao recurso impetrado pelo Banco Bradesco. A instituição bancária questionava formalmente a sentença que homologou o plano de pagamentos do clube carioca, tentando derrubar os termos acordados com os credores no processo de reestruturação.
A contestação da instituição financeira girava em torno de pontos centrais da engenharia financeira do plano apresentado pelo corpo jurídico cruz-maltino. O banco contestava os prazos de carência estipulados, o deságio aplicado sobre os montantes devidos, a criação de subclasses de credores e a autorização para a venda de ativos imobiliários da SAF. No entanto, os magistrados entenderam de forma unânime que não existiam ilegalidades na proposta que havia sido amplamente aprovada pela maioria em assembleia geral.
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Detalhes dos recursos remanescentes e o impacto no caixa do Vasco
De acordo com informações reveladas em primeira mão na coluna do jornalista Ancelmo Gois, no portal O Globo, o processo do banco envolvia um crédito cível de R$ 20,6 mil. Dos mais de 600 credores cadastrados na lista de recuperação da instituição de São Januário, apenas dois decidiram recorrer da homologação inicial em juízo. O segundo impasse jurídico que aguarda julgamento é de natureza trabalhista, movido pelo escritório Barreira de Oliveira, titular de um crédito estipulado em R$ 37,3 milhões.
O resultado favorável foi celebrado pelo advogado do clube, Luiz Roberto Ayoub, que destacou a solidez jurídica alcançada pelo plano de reestruturação empresarial perante o mercado nacional. Na avaliação do departamento de futebol, a decisão traz alívio imediato para os cofres do Vasco e blinda o patrimônio da instituição contra futuras tentativas de bloqueios judiciais. A manutenção do acordo garante que o fluxo de pagamentos mensais aos antigos credores ocorra rigorosamente dentro dos prazos estabelecidos pelo comitê.
Segurança para o investidor da SAF e os planos para o futebol
A validação jurídica dos termos da recuperação atende de forma direta aos requisitos de segurança institucional exigidos pelos investidores do futebol moderno. O desfecho da ação blinda o planejamento do empresário Marcos Lamacchia, que utiliza o documento homologado como garantia para dar andamento aos aportes previstos na gestão de 2026. O Vasco precisa dessa blindagem contra cobranças intempestivas para focar seus investimentos na busca por contratações de impacto que qualifiquem o elenco profissional de Renato Gaúcho.
A garantia do reperfilamento das dívidas civis e trabalhistas permite que a SAF organize a folha de pagamentos sem o risco de sofrer asfixia financeira por penhoras. Os dirigentes vascaínos comemoraram o parecer do TJRJ, apontando que a justiça ratificou o esforço da gestão em sanear as finanças do clube histórico. O foco das atenções agora se volta exclusivamente para o julgamento da última ação trabalhista pendente, pavimentando o caminho para o saneamento definitivo das contas do clube associativo.

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