O técnico Renato Gaúcho comanda o Vasco em um cenário de extrema pressão interna e externa para o confronto decisivo diante do Barracas Central, válido pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. Segundo o portal ge, a estratégia adotada pela comissão técnica de enviar reservas para o duelo anterior contra o Olimpia gerou um racha na diretoria. Diversos membros da alta cúpula entendiam que o clube deveria ter entrado com força máxima no Paraguai, mas a escolha de poupar os atletas titulares foi bancada pelo diretor de futebol Admar Lopes.
A decisão de focar as atenções no Campeonato Brasileiro acabou resultando em uma derrota por 3 a 1 para o Olimpia no estádio Defensores del Chaco, impedindo que a equipe cruz-maltina encaminhasse a liderança isolada do Grupo G. Com o tropeço internacional, o time carioca estacionou nos 7 pontos na tabela de classificação, vendo o rival paraguaio assumir o topo da chave com 10 pontos conquistados na temporada de 2026. Para avançar diretamente para as oitavas de final sem disputar os play-offs contra os eliminados da Copa Libertadores, os comandados de Renato Gaúcho precisam vencer em São Januário e torcer por uma combinação de gols no jogo do Audax Italiano.
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Divergências e cobranças no vestiário
O ambiente de cobrança explodiu após o revés por 3 a 0 sofrido diante do Red Bull Bragantino, evidenciando que o descanso dos titulares não evitou o domínio físico do adversário paulista. O treinador foi duramente xingado pelos torcedores presentes nas arquibancadas e precisou participar de uma reunião de emergência de uma hora no vestiário da Colina Histórica. Apesar do forte clima de insatisfação popular e dos boatos de demissão voluntária, o comandante garantiu a sua permanência no cargo para os próximos compromissos da temporada.
Mesmo com os protestos diários promovidos pela Força Jovem do Vasco e os pedidos de público zero nesta noite, a gerência de futebol manteve a convicção de que a prioridade absoluta da instituição deve ser o Brasileirão. O duelo do próximo final de semana contra o Atlético-MG é encarado pela comissão técnica como uma verdadeira final de campeonato para afastar de vez o fantasma do rebaixamento antes do recesso para a Copa do Mundo. Por conta desse planejamento pragmático, a comissão técnica estuda escalar uma equipe mista ou majoritariamente reserva no compromisso internacional desta quarta.

Desfalques e mistério tático do Vasco
Além dos desgastes de calendário, a comissão técnica enfrenta problemas graves para montar a linha defensiva devido a um apagão completo de opções para a lateral-direita. O defensor Puma Rodríguez está fora de combate, o atleta Paulo Henrique segue entregue aos cuidados do Departamento Médico e o jogador João Vitor cumpre suspensão automática. Sem contar também com Mutano, o comandante testou uma formação tática inédita com três zagueiros para tentar estancar a fragilidade aérea da retaguarda.
O provável Vasco para a partida tem: Léo Jardim; Víctor Cuesta, Lucas Freitas e Robert Renan (Walace Falcão); Tchê Tchê, Hugo Moura, Ramon Rique e Lucas Piton (Cuiabano); Nuno Moreira, Andrés Gómez e David (Brenner).

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