O Vasco recorreu da determinação em primeira instância que obrigava o clube a reintegrar os 186 funcionários demitidos em março. Mas seu pedido em segunda instância foi negado. A decisão da reintegração dos 186 funcionários permanece. Ainda cabe recurso.
“Ainda que se admita a existência de efetiva tentativa do clube impetrante em estabelecer com o sindicato um acordo para a realização da demissão de vários funcionários, como se vê do e-mail reproduzido, certo é que mencionadas tratativas não foram formalmente definidas, não sendo possível assegurar que não houve violação ao direito líquido e certo dos substituídos na ação principal”, argumentou a desembargadora, completando:
“Tal fato, repita-se, não permite que se afronte os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da valorização do trabalho humano da função social da propriedade, sem que se encontre um diálogo e soluções que melhor se adequem a ambos os lados. Assim, em uma primeira análise, não exauriente do feito, entendo que não restou demonstrada a probabilidade do direito vindicado e a urgência do provimento postulado pelo Clube impetrante”.
📲 Receba as notícias do Vasco direto no WhatsApp! Entre no canal do Papo na Colina
“O momento vivido, seja em razão dos fatos alegados, seja até mesmo em decorrência da crise mundial imposta pela pandemia da COVID-19, exige, além de cautela, também bom senso, e, neste contexto, a dispensa coletiva dos empregados, sem ao menos comprovar que efetivamente adotaram as medidas com a finalidade de manutenção dos contratos, se mostra desarrazoada, desproporcional e potencializa o estado de miserabilidade social”.
O Vasco tem até quarta-feira (19) para reintegrar todos os trabalhares, com as mesmas funções e com os mesmos encargos que exerciam antes das demissões.
Por Matheus Aguiar






