A crise do time em campo e o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro não vão melar a venda da Vasco SAF. Em entrevista ao portal ge, o advogado André Sica, que representa o empresário Marcos Lamacchia, explicou as regras do contrato e garantiu que o negócio não depende da permanência do clube na primeira divisão.
O plano do investidor foi montado para o longo prazo. A negociação na Justiça segue o ritmo normal e os contratos assinados dão total segurança para que o processo continue, mesmo com o time brigando na parte de baixo da tabela de classificação.
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Cláusula de permanência e pagamento de contas no Vasco
A certeza de que o negócio vai continuar foi explicada pelo advogado ao afastar o medo da torcida sobre possíveis cláusulas de desistência. O especialista deixou claro que o contrato obriga o comprador a assumir o fluxo de caixa e pagar as contas da atual janela de transferências assim que a venda for fechada na Justiça.
O representante do investidor detalhou o acordo e afirmou que o projeto está protegido contra os resultados do futebol:
“Acho que a primeira pergunta objetiva se, caso o Vasco caia, o acordo continua de pé. E sim, porque o valor do acordo não foi condicionado à permanência do Vasco. Mas o Vasco não vai cair de jeito nenhum e a operação vai acontecer. Então, trabalhamos com esses dois cenários de forma bastante clara. A gente não tem, obviamente, como contribuir para que a janela seja feita com mais dinheiro justamente pelo ponto levantado de que a operação não se concluiu antes. Mas, obviamente, ela se concluindo e sendo levada adiante, o investidor vai se responsabilizar pelo fluxo de caixa e pelos eventuais gastos dessa janela. Então, de uma forma ou de outra, a operação se concretizando, a conta vai ser paga.”

Diferença total em relação ao modelo da 777 Partners
A postura do novo investidor mostra uma mudança radical na comparação com a gestão da 777 Partners. O advogado destacou que Marcos Lamacchia tem dinheiro em abundância para investir no futebol do Vasco e conhece muito bem o esporte no Brasil, o que afasta o risco de calotes e atrasos de salários.
O advogado fez uma comparação direta entre os dois perfis de donos para acalmar os torcedores:
“O perfil desse investidor é tão diferente da 777 que é difícil até começar a dizer o quão diferente ele é. Primeiro que ele tem recursos muito maiores e ilimitados. Assim, ele tem uma abundância de recursos e não escassez. Segundo, é um investidor local conhecido, uma pessoa conhecida que sabe onde está e sabe a grandeza do futebol também. É uma pessoa que não tem uma finalidade estritamente econômica. Ele enxerga nisso todo o universo do futebol e tudo aquilo que o esporte pode gerar. Então, ele não tem uma vontade de desinvestimento. Ele tem uma vontade de investimento; não tem vontade de tirar, ele tem vontade de pôr. Sob todos esses aspectos, acho que estamos falando de água e óleo aqui. É muito diferente.”

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